
Quando entrou no Casamento às Cegas Brasil: Nunca É Tarde, reality de relacionamentos da Netflix, a gaúcha Maria Luiza Brufatto, 63 anos, esperava encontrar um amor. No entanto, ao longo do experimento, a porto-alegrense radicada em São Paulo não chegou perto de subir ao altar – o objetivo que leva todos os participantes ao programa. Mesmo assim, ela conquistou o público por desempenhar um papel inesperado na temporada: virou uma espécie de comentarista.
O reality show coloca homens e mulheres que buscam o matrimônio para conversarem sem nenhum contato visual, isolados em cabines, a fim de que, assim, apaixonem-se por alguém a ponto de oficializar um pedido de casamento. A gaúcha não se conectou com nenhum dos pretendentes e não avançou para a fase seguinte do programa, quando os casais formados às cegas partem para uma etapa de convivência.
Entretanto, ela roubou a cena ao comentar os acontecimentos – e as tretas – que agitaram os primeiros episódios da temporada, desta vez focada em participantes 50+. Conforme a gaúcha, a função surgiu de forma natural.
— Vi que não era boa para o match, mas estava sendo boa no que sempre fui: conversar, opinar, questionar, argumentar. Enfim, falar e falar (risos) — diverte-se a porto-alegrense.
— É da minha natureza ser opinativa. Conforme a dinâmica das cabines e do lounge iam seguindo, fui naturalmente exercendo essa função, como faço na minha vida mesmo — detalha.
Queridinha da audiência
As opiniões afiadas e bem-humoradas da gaúcha caíram nas graças do público nas redes sociais, que a batizou como a melhor participante da edição. "Maria Luiza, minha diva, como você consegue ser a protagonista de um programa de casamento, mesmo não estando em nenhum encontro?", questionou uma usuária do X.
Em muitas postagens, os espectadores torcem para que Maria Luiza continue comentando os demais episódios (até o momento, somente quatro capítulos foram divulgados) e se torne uma presença fixa no reality, participando também das próximas temporadas.
Outro ponto bastante comentado pelos espectadores é o sotaque gaúcho da porto-alegrense – que apesar de viver em São Paulo há quase 20 anos, carrega traços fortes do Rio Grande do Sul em sua oralidade.
— Acho que isso, em geral, é querido pelas pessoas. Quando eu começo a falar, dizem o quanto acham delicioso. E eu sempre acho que não tenho mais sotaque (risos) — conta.
A recepção calorosa do público empolgou a gaúcha, que não esperava tamanha repercussão.
— O que mais me surpreendeu foi o quanto acharam engraçado eu dar os pitacos. Achei incrível repercutir tanto e o público ter se identificado — diz.
Apesar do sucesso, Maria Luiza não esconde a frustração por não ter encontrado um grande amor no reality:
— Achei ruim, porque entrei para isso — diz ela.
Ainda assim, garante que o experimento trouxe aprendizados:
— Vi como é importante estar aberta para as guinadas, as curvas e as mudanças que podem surgir nos nossos planos, tirando o melhor de cada momento.
Prova disso é que, dada a repercussão de sua passagem pelo Casamento às Cegas, a gaúcha está considerando a possibilidade de investir em uma carreira na mídia e nas redes sociais.
— Nunca tinha pensado nisso, mas, com essa virada, por que não um plano B grisalho? — brinca.


