
Se a noite foi de festa, a tarde foi de reflexões no BBB 22. Ao longo do dia, os brothers aproveitaram para falar de jogo e especular a formação do paredão deste domingo (20).
Larissa e Laís, que estão cumprindo o castigo do monstro, chegaram a chorar durante a tarde com a possibilidade de irem à berlinda. Primeiro, foi a vez da médica, ao ouvir de Tiago Abravanel que era uma opção de voto sua.
— Dependendo do que acontecer, da circunstância do jogo, pode ser que eu vote em você ou na Lari. Ontem fiquei o dia inteiro mal — começou o artista.
— Isso que eu acho fod*, que são pessoas que falaram isso, “ah, massacre”. (...) Não me dói pessoas que não têm essa afinidade, que já é declarado. Pode falar, estou nem aí. Fico put* na hora, mas agora pessoas que eu gosto, que considero, que estavam no meu top dez... Me senti muito mal. Falei: “Caralh*, não dá para confiar em ninguém. Você está sozinho” — lamentou Laís.
Tiago disse que a compreendia, mas ela começou a chorar.
— Não é a situação de ir para o paredão, uma hora todo mundo vai, não é sobre isso. É sobre as pessoas que você confia, que estavam no meu top dez. Quando você sente que não tem ninguém — explicou a goiana. — Tipo tu, estava no meu top dez. Está. Mas é o jogo, fazer o quê.
— É, amiga... — finalizou o ator.
Só pela intriga

Já Larissa foi às lágrimas no fim da tarde, dizendo que estava com medo do paredão e cansada do monstro. Durante o dia, a sister parecia estar abalada. Em papo com Eslovênia, ela disparou uma crítica ao líder Lucas:
— Já é notável que ele é uma pessoa influenciável, que ele não tem opinião própria. A partir do momento que ele botou Natália em uma cadeira, que é amiga dele, em pleno ao vivo... — recordou, sobre o último jogo da discórdia.
Eslô, no entanto, defendeu o amado:
— Isso aí vou defender. Ele fez o que estava no coração. Até repreendi porque para mim um amigo não faria aquilo naquele momento em que ela estava sendo bombardeada. Mas ele agiu com o coração. Não acho que ele foi influenciado, acho que tem que ter muita coragem de fazer o que ele fez, tem que dar a cara a tapa.
Depois, Larissa disparou a língua de chicote contra Tiago. Ela começou o criticando por não estar sabendo “analisar realmente a situação” por conta de suas amizades.
— Tem gente que se aproxima por conveniência porque sabe que tu tens contato com todo mundo da casa, sabe que, por exemplo, a gente do nosso quarto (lollipop) não vai te esconder nada, a gente sempre te conta tudo. É estratégia da pessoa. Isso aqui é um jogo, cara, amizade aqui você não vai ter. Quando você pensar que é seu amigo, não é. Quando for na hora de lhe puxar, a pessoa vai te puxar, não vai lhe priorizar. Não pensa que você é prioridade de alguém aqui porque você não é, assim como eu também não sou — alertou.
Tiago perguntou de quem ela estava falando, mas Larissa desconversou.
— Amigo, você é bem inteligente. Se você pensar direitinho as pessoas que estão próximas a você, vai ligar uma coisa com a outra. Não é possível. Reflita — falou, misteriosa.
Douglas e Arthur se estranham

Mesmo que tenham amigos em comum, Douglas e Arthur não conseguem chegar a um consenso quando o assunto é jogo. Hoje à tarde, após passarem a semana criticando um ao outro pelas costas, os dois discutiram frente a frente.
— Se meu bagulho (poder do anjo) for autoimune, vocês vão quicar três metros de altura. É tu ou ele — sugeriu Arthur, falando ao ator e a Paulo André.
— Tomara que não seja — respondeu DG.
— Beleza, isso aí, já sei que você pensa em você. Mas isso você já sabe, já te falei isso.
— Você acha que eu penso em mim?! Em que momento você acha isso?
— Em todos.
— Agora me fala um exemplo.
— O último da imunidade — disse Arthur, lembrando da vez em que o ator de Cidade de Deus foi imunizado pelos anjos Scooby e Paulo André.
— Não tinha o que fazer, o que você queria que eu fizesse?
— Não?! Pô, eu, no seu lugar, falava “dá pro maluco ali (Arthur) porque ele tá fudid* pela líder, se eu for eu consigo voltar no bate e volta”. Eu faria isso.
— Você faria isso? Ontem mesmo você acabou de falar “não quero ir pro paredão em nenhum momento”, como você faria isso?
— Não, falei ontem do colar que daria pra alguém que tivesse mais ameaçado. Essa é minha opinião, irmão.
— Arthur, então tá, vou partir do mesmo princípio que você, não acredito — finalizou Douglas. — Segue o baile.
Depois que Arthur deixou o quarto, Douglas repercutiu a discussão.
— Como que é vou botar o meu na reta pra tirar o dele? Entendeu? Muito otário o papo dele — falou a P.A.. — Ele falando assim parece que quero o mal dele. Eu que abraço o moleque, apoio em várias situações. Como que vou querer o mal dele? Que caralh*. Só reafirma o papo que me dão sobre ele.
Grupos organizam votos

Os grupos já acertaram suas estratégias para enfrentar a votação de hoje. Primeiro, os moradores do quarto lollipop definiram que seus alvos serão Jessilane e Douglas.
— Não voto na Jessi, não, gente — afirmou Brunna.
— A gente precisa se organizar — apontou Eliezer.
— Tem pessoas que eu não votaria, mas pelo bem do grupo, voto — destacou a ex-Miss Pernambuco.
— DG ou Jessi? — questionou a bailarina.
— Jessi — apontou o designer.
— Sem dúvida nenhuma DG — discordou Vinicius.
— Eu prefiro DG, porque sei que Jessi pode me puxar — apontou Eslovênia, especulando um contragolpe.
— Não tenho como votar em DG — ponderou Eliezer.

Jessilane, por outro lado, não está preocupada em se defender. No fim da tarde, Arthur, Douglas, Paulo André e Scooby a abordaram para tentar, em vão, convencê-la a combinar votos. Eles argumentaram que o outro grupo está unido para colocar um deles no paredão.
— Eles se formaram porque o grupo (lollipop) teve um vínculo de afetividade. Aqui, dentro desse grupo, se a gente se unir agora pra fazer isso, é por estratégia pura. Porque, aqui dentro, a gente tinha dois ou talvez três subgrupos. Então, as nossas prioridades são diferentes. E isso que é difícil entrar em comum acordo — explicou Jessi.
Scooby retrucou citando seu caso:
— A minha opinião é que eu não deveria fazer isso nunca na minha vida. Não combine voto com ninguém. Vai viver e, se sair, saiu e mete o pé. Só que é uma parada: o que tô vendo é que um grupo menor de pessoas, e com muita representatividade, tá tomando uma porrada atrás da outra. Aí resolvi até falar isso: “Se precisar de uma moral, eu dou pra vocês".
— Só o fato de você não ir (na mesma opção que a gente), já fica desequilibrado — frisou Arthur à bióloga.
— Quando a gente pensa em se organizar nesse grupo, tenho convicção de que a gente não vai conseguir chegar em um acordo. Eu, Lina, Lucas, até Naiara, a gente tentou se organizar em vários momentos. Só que a gente não conseguia fazer aquilo que a gente não achava que era certo fazer. E me sinto assim. Prefiro colocar a minha conta em risco e amanhã não estar aqui do que ir contra aquilo que acredito — falou a professora.
— Tá ótimo, beleza — disse Douglas, encerrando o assunto.
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