Duramente atingido pela enchente de maio de 2024, o Centro Municipal de Cultura (CMC) Lupicínio Rodrigues precisou passar por uma grande reforma para voltar às atividades. As obras, que tinham necessidade de serem profundas, começaram em outubro do ano passado. A previsão era que fossem concluídas até março último. Isto, porém, não ocorreu como projetado.
O Teatro Renascença, que é um dos principais espaços que compõem o CMC, não teve a reforma concluída até o momento. Segundo a Secretaria Municipal da Cultura (SMC), isso se deve à identificação de novas necessidades de intervenção, também ligadas aos prejuízos causados pela enchente. Com isso, o cronograma precisou ser estendido.
— Dizer que atrasou a obra não seria o mais certo, porque parece que a empresa deixou de entregar. Claro, não foi entregue em março, como estava prometido, mas a gente constatou novas necessidades ao longo da reforma. Então, a obra precisou se estender — explica o o coordenador de Artes Cênicas da SMC, Breno Ketzer Saul.
Entre os avanços, destacam-se melhorias na parte elétrica – principalmente no subsolo do prédio – e ainda houve um investimento maior em acessibilidade no teatro.
— Eram questões que a gente precisava mexer e essa era a oportunidade de intervir. Queremos entregar o melhor possível do centro. Sabemos que obras no serviço público são sempre mais demoradas, mas não foi o caso aqui. A obra foi bem ágil — salienta Saul.
Também está no radar criar um bar para o espaço – o processo de licitação já está em andamento. A grande reinauguração do teatro, porém, ainda não tem data.
A ampliação das obras também impactou a programação do Renascença. O espetáculo A Mulher que Virou Bode: A História Perdida de Jurema Finamour, vencedor de edital e previsto para estrear em 13 de junho, teve a temporada adiada. De acordo com Breno Saul, a montagem será apresentada no teatro de 27 de junho a 6 de julho em um abertura, que ele chama de "extraoficial".
Investimentos
O coordenador de Artes Cênicas explica que, no momento, o Renascença está com 95% dos trabalhos concluídos – o CMC todo está em 85%, com o Atelier Livre Xico Stockinger, assim como o teatro, os que mais precisam de atenção, mas somente o Renascença está completamente fechado.
— O teatro volta com equipamento de som e de luz novos, cortina e estação elétrica novas, carpete novo, o piano vai ser reformado. Também instalamos cadeiras novas. Então, a gente tem boas notícias — complementa o coordenador de Artes Cênicas.
Entretanto, toda esta reforma e atualização do espaço fez com que o número de assentos no Renascença fosse reduzido: de 270 lugares, o local, agora, conta com 200. Isto se deu em decorrência da acessibilidade, com espaços para cadeirantes, corredores mais largos, corrimões, cadeiras para obesos e rampas de acesso.
Segundo a SMC, estas novas intervenções realizadas no CMC aumentaram o valor da obra em R$ 800 mil. Desta forma, o orçamento inicial da reforma, que era de R$ 2,8 milhões, passou para R$ 3,6 milhões.
O trabalho é realizado como compensação por uma obra da CFL Empreendimentos, dentro do Termo de Aquisição de Solo Criado por Contrapartida, assinado junto a Prefeitura – ou seja, para compensar a compra do índice construtivo para o empreendimento da CFL, a empresa paga em obra e não em dinheiro para o município.




