
Há 20 anos, o Brasil se rendia à Bahia. As letras descontraídas e coreografias picantes fizeram do É o Tchan uma das bandas mais aclamadas pelo público (embora não tanto pela crítica) dos anos 1990.
Passadas duas décadas, Compadre Washington e Beto Jamaica estão de volta e tocam hoje na Provocateur (Rua Silva Jardim, 331), os ingressos custam de R$120 a R$ 150.
- Sheila Carvalho, Sheila Mello, Carla Perez, Jacaré não estão mais no grupo. A musicalidade e a alegria são as mesmas, só a nossa idade que aumentou - brinca Washington.
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O vocalista, que foi estrela de um comercial de um site de vendas, admite que a propaganda ajudou na volta da banda.
-Voltamos com a banda há três anos e estávamos fazendo um trabalho forte no Nordeste. O comercial conseguiu alavancar minha imagem nacionalmente. As pessoas me viam e logo associavam ao É o Tchan, o que ajudou bastante. Até o jargão "Sabe de nada, inocente" virou música - explica Compadre.
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Para o show de Porto Alegre, o baiano promete os principais hits e ainda revela um desejo:
- Espero arrumar uma gaúcha pra namorar, eu gostcho muitcho! (risos)
Confira a entrevista com Compadre Washington
Zero Hora - Os dançarinos sempre foram ícone da banda. Vocês organizarão algum concurso para eleger novos bailarinos?
Compadre Washington - Nós já temos duas dançarinas, Joyce Mattos e Elisangela Pereira. A nossa intenção é fazer junto com a gravadora um novo concurso pra escolher mais duas dançarinas e um dançarino. Não é nada firmado ainda. Quem sabe não aparece uma gaúcha aí na sexta-feira que seja a nova dançarina do Tchan?
ZH - O que você acha desta série de reuniões de bandas da década de 1990?
Compadre - Quem conseguiu marcar época e agradar o público está voltando com tudo. O Tchan vendeu mais de 16 milhões de CDs e, hoje, nosso público é uma mistura de várias idades. Nossos shows hoje têm pais que eram nossos fãs nos anos 1990 e hoje estão levando seus filhos. Isso é muito legal.
ZH - Quem é a maior ordinária do Brasil?
Compadre - (Risos) Eu vou descobrir e um dia te conto. Até vou fazer uma música pra ela: "A nova ordinária do Tchan é linda, deixa ela entrar" (risos).
ZH - Se você tivesse que eleger a pessoa mais inocente, aquela que nunca sabe de nada, quem seria?
Compadre - Rapaz, eu ia eleger a criançada que está chegando agora, que não sabe de nada e que tem muito o que aprender. São as crianças do nosso Brasil, que são nosso futuro para endireitar isso daqui.
ZH - Na música A nova loira do Tchan, vocês cantam: "60 de cintura, 105 de bundinha". O padrão de beleza mudou hoje. Se fossem escrever a canção novamente, as medidas seriam alteradas?
Compadre - É verdade, estão tudo fortonas agora. Tem que ver o negócio que elas tão tomando aí. A letra teria que ser: "Não sei quanto de bomba, não sei quanto de bombinha".
