Phil Campbell, que entre 1984 e 2015 foi guitarrista da banda Motörhead, um dos um dos grupos mais influentes da história do heavy metal, morreu neste sábado (14), aos 64 anos.
A informação foi publicada nas redes sociais da banda Phil Campbell and the Bastard Sons, grupo que mantinha com seus filhos Todd, Dane e Tyla. O grupo tinha shows marcados na Europa até setembro.
“É com grande tristeza que anunciamos o falecimento de nosso amado pai, Philip Anthony Campbell, que se foi em paz na noite passada, após uma longa e corajosa batalha na UTI, depois de uma complexa cirurgia", diz o comunicado.
O texto ainda destaca as qualidades do guitarrista nascido em Pontypridd, no País de Gales, como marido, pai e avô:
“Ele era profundamente amado por todos que o conheciam e fará muita falta. Seu legado, sua música e as memórias que criou com tantos viverão para sempre."
Campbell se apresentou diversas vezes no Brasil ao longo dos anos de parceria. O gosto pelo país levou-o inclusive a gravar a música Going to Brazil, publicada no álbum 1916, de 1991. A Motörhead, inclusive, foi atração do palco Mundo do Rock in Rio em 2011, quando o músico vestiu uma camiseta do Atlético Mineiro, recebida de presente do baixista do Sepultura, Paulo Jr.
A última apresentação do grupo em Porto Alegre foi em abril de 2015, quando o vocalista Lemmy Kilmister já estava afastado por questões de saúde que levariam a sua morte naquele mesmo ano. O show "morno", como escreveu o jornalista Gustavo Foster em GZH, ocorreu no estádio Zequinha.
Segundo o jornal O Globo, Phil Campbell foi peça fundamental na sonoridade da banda ao longo dos 31 anos de duração. Com a saída de Michael “Würzel” Burston, em 1995, tornou-se o único guitarrista da banda.
No Instagram a banda compartilhou uma homenagem ao músico descrevendo-o como "maravilhoso" e um "enorme raio de luz".

