
O Planeta Atlântida encerrou a edição comemorativa de 30 anos na madrugada deste domingo (1º) comprovando por que é um dos festivais de música mais longevos e relevantes do país. Mais de 80 mil pessoas lotaram a Saba, em Xangri-lá, nos dois dias de evento, para curtir experiências que vão muito além da música.
Realização de Grupo RBS e DC Set Group, o evento foi criado em 1996 para celebrar os 20 anos da Rádio Atlântida e desde então vem evoluindo com seu público que se renova a cada edição, atravessando gerações.
Com o conceito “o sentimento não muda”, o Planeta Atlântida 2026 refletiu a pluralidade de seu público no line-up. Os 30 shows que ocuparam os dois palcos do evento reuniram artistas de diferentes perfis. Do piseiro de João Gomes ao trap de Matuê e Veigh. Do sertanejo de Zé Neto & Cristiano e Simone Mendes ao pagode de Belo e Menos É Mais. Do rock de Raimundos ao eletrônico de Alok. Do funk de Dennis e Bonde do Tigrão ao pop de Anitta, Ludmilla e Luísa Sonza.
Ocupando o palco do Planeta pela 16ª vez, a banda mineira Jota Quest foi a escolhida para levantar a placa de sold out, anunciando a venda total de ingressos ainda na sexta-feira (30) à noite. Os shows que agitaram a plateia registraram mais de 1,5 milhão de visualizações por meio da transmissão digital da ATL TV. A RBS TV também exibiu parte das apresentações.
Contando com recorde de 39 parceiros comerciais, a edição de 30 anos reafirmou a relevância do Planeta como o evento do verão gaúcho. Esta trajetória de sucesso foi tema de uma masterclass realizada em parceria com a PUCRS: mais de 100 pessoas tiveram uma experiência imersiva nos bastidores do festival. Outra ação envolvendo o aniversário foi o documentário 30 Verões Criando Memórias, disponível em ATL TV.
— Ver a Saba lotada, com milhares de pessoas vivendo intensamente esta edição especial de 30 anos, é um orgulho não apenas para quem faz o Planeta, mas para todos os gaúchos. Este é mais do que o maior festival do sul do país, é um patrimônio do nosso Estado, uma tradição do verão que vai além dos dois dias de shows. A cada ano, evoluímos com nosso público para oferecer experiências, conexões, memórias e deixar um legado para todos os planetários — celebra Caroline Torma, diretora-executiva de Marketing e Entretenimento do Grupo RBS.
Além de entregar experiências únicas para o público, o Planeta Atlântida também contribui para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul, movimentando especialmente setores como turismo, serviço e entretenimento.
Estudo da PUCRS Consulting realizado em 2024, e que será replicado em 2026, indica que para cada real gasto no evento, tanto na sua realização quanto pelos participantes, foram ativados R$ 1,90 na economia. O festival também gera oportunidades de trabalho, mobilizando mais de quatro mil profissionais somente em sua realização.
— Poucos projetos no Brasil têm a longevidade do Planeta. Transformamos um evento de música em uma plataforma que movimenta a economia, desenvolve o turismo do litoral gaúcho e conecta gerações. Entregar esta edição histórica de 30 anos nos faz olhar para frente com a certeza de que o festival continuará relevante para o público e para as marcas — afirma Rodrigo Mathias, CEO da DC Set Group.
O Planeta Atlântida 2026 conta com patrocínio master de Renner, Banrisul, Coca-Cola, PUCRS, KTO e Budweiser.
Impacto do Planeta na economia do RS
Além de oferecer dois dias de música e experiências ao público, o Planeta Atlântida tem impacto positivo na economia, em especial no Litoral Norte. Representantes de entidades da região apontam o fim de semana de festival como um dos mais movimentados da temporada. O evento aumenta o fluxo de turistas e contribui para movimentar o setor de serviços e gerar oportunidades de trabalho.
De acordo com a Seccional Rio Grande do Sul da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel no RS), o período de realização do festival — somado ao feriado de 2 de fevereiro nesta edição — contribui para prolongar a permanência dos visitantes no litoral gaúcho. Restaurantes com perfil fast food esperavam um aumento de até 20% no faturamento no fim de semana do festival.
Esse crescimento vem acompanhado da geração de empregos temporários, ampliando a contratação de trabalhadores intermitentes para atender à maior demanda.
— Haverá um aumento dessas contratações e um incremento de faturamento como consequência do aumento do movimento — afirma Maria Fernanda Tartoni, conselheira e ex-presidente da Abrasel.
Já a presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do RS (Sindihotel-RS), Ivone Ferraz, pondera que o setor tem flutuação de público, mas que, com a emenda do feriado com 2 de fevereiro, o Planeta Atlântida contribui para ocupação de 100% em vários municípios da região.
Para o presidente da Associação Comercial, Industrial e Prestadora de Serviços de Capão da Canoa e Xangri-Lá (ACICC), Augusto Cesar Roesler, o impacto do festival vai além dos números imediatos, pois o evento já se tornou um verdadeiro “patrimônio do povo”, em especial de Atlântida e Xangri-Lá.
— O Planeta coloca a cidade em evidência nacional, com grandes shows e um impacto econômico significativo na região, marcado pelo forte movimento no fast food, pelas locações de casas e apartamentos e pelo aumento no consumo do comércio em geral.
Na avaliação do procurador-geral de Xangri-lá, Thiago Serra, a comemoração dos 30 anos do Planeta Atlântida potencializou ainda mais a visibilidade e o fluxo de visitantes na cidade. As projeções do setor indicam alta procura por imóveis por temporada, com taxas de ocupação muito superiores à média do verão.




