
Não faltam histórias. Um dos festivais de música mais longevos em atividade no país e no mundo, o Planeta Atlântida acumula momentos inesquecíveis ao longo de 30 anos.
Diferentes gerações passaram pela sede campestre da Saba, em Atlântida, no litoral norte gaúcho. Diversos ritmos embalaram os planetários. E muitas emoções foram compartilhadas no palco. A seguir, relembre algumas.
Mamonas Assassinas (1996)

Na primeira noite da primeira edição do Planeta, em 9 de fevereiro de 1996, os Mamonas Assassinas realizaram uma de suas últimas apresentações. Poucos dias depois, a banda sofreu um acidente de avião em São Paulo que vitimou os cinco integrantes, em 2 de março. O show no festival foi animado, a ponto de o vocalista Dinho ficar só de sunga no palco.
Chamaram o Síndico (1998)

Assim como os Mamonas, Tim Maia também realizou uma de suas últimas apresentações no Planeta, em 31 de janeiro. Ele morreu em 15 de março, aos 55 anos, em decorrência de problemas respiratórios.
Na Saba, Tim embalou os planetários com hits como Azul da Cor do Mar, Gostava Tanto de Você e Não Quero Dinheiro. No ano seguinte, Jota Quest, Skank, Biquini Cavadão, Barão Vermelho e Ed Motta subiram ao palco juntos para homenagear o cantor.
Planeta do axé (1999)

Outra apresentação com clima de despedida também marcou o Planeta de 1999 – mas sem tragédia desta vez. Uma das últimas aparições da Banda Eva com Ivete Sangalo aconteceu justamente no festival, em 6 de fevereiro. Após o Carnaval daquele ano, a cantora seguiu carreira solo e, ao mesmo tempo em que se despedia da banda, fazia sua estreia no evento.
Na Saba, Ivete e a Banda Eva não deixaram ninguém parado com canções como Carro Velho e De Ladinho. Mais tarde, Ivete foi substituída por Emanuelle Araújo. Naquele ano, aliás, o axé estava em alta no Planeta: além da Banda Eva, Terra Samba e Banda Beijo também marcaram presença no festival.
União improvável (2000)

Talvez seja uma união improvável hoje em dia, mas ela aconteceu em 11 de fevereiro de 2000: a já veterana Ultraje a Rigor dividiu o palco com os então novatos Los Hermanos – naquele momento, o grupo havia lançado apenas o disco homônimo no ano anterior.
Apesar de não haver registro fotográfico do encontro, segundo relato da reportagem de Zero Hora, o megasucesso Anna Júlia foi o ponto alto da apresentação.
Um Ramone no palco (2002)

No show da Tequila Baby, em 2002, a banda passou as baquetas para Marky Ramone, eterno baterista dos Ramones. Quem também subiu ao palco foi Daniel Rey, produtor e compositor que trabalhou com o grupo norte-americano. Juntos, tocaram Pet Sematary.
Renascimento de sucesso (2003)

Um dos momentos mais emocionantes do Planeta aconteceu quando Os Paralamas do Sucesso subiram ao palco da Saba, em 2003. Foi a primeira apresentação da banda no Estado após o retorno do guitarrista e vocalista Herbert Vianna, que ainda se recuperava das sequelas de um acidente de ultraleve ocorrido em fevereiro de 2001, que resultou na morte de sua mulher, Lucy.
Antes de tocar, Herbert agradeceu ao público pela recepção calorosa e pelo “privilégio de reconstruir a vida com todo esse apoio”. Os planetários reagiram gritando “Herbert, Herbert” e cantando juntos clássicos como Meu Erro, Uma Brasileira e Lanterna dos Afogados.
Estreia com chuva (2003)

Hoje ele é o Senhor Planeta. Armandinho é o artista que mais subiu ao palco da Saba, com 16 participações no festival. Se considerada a edição catarinense do evento, o número sobe para 28. Tudo começou em 7 de fevereiro de 2003, debaixo de chuva.

Armandinho sacudiu os planetários encharcados com hits como Ursinho de Dormir e Rosa Norte, que continuam no repertório do cantor até hoje.
Encontro histórico (2006)

Levou duas décadas para Engenheiros do Hawaii e Nenhum de Nós ocuparem juntos o mesmo palco, o que só aconteceu no Planeta de 2006. Um sorridente Humberto Gessinger participou do emocionado show do quinteto, tocando guitarra e dividindo os vocais com Thedy Corrêa em canções como Armas Químicas e Poemas, Infinita Highway, Cada Lugar e Vou Deixar que Você se Vá.
A última vez de Chorão (2012)

Ao longo dos anos, Charlie Brown Jr. foi uma das bandas que mais animou os planetários – foram 13 aparições na Saba. O grupo santista estava previsto entre as atrações da edição de 2013 do festival, mas, com o adiamento do Planeta em razão da tragédia da Boate Kiss, a apresentação acabou inviabilizada por conflitos de agenda.
Em março daquele ano, o vocalista Chorão morreu. Assim, a última participação do Charlie Brown Jr. no festival foi em 2012. Chorão comandou a massa com sucessos como Zóio de Lula, Papo Reto e Proibida Pra Mim.
Homenagem às vítimas do incêndio da Boate Kiss (2013)
Foi um Planeta marcado pela emoção. O festival de 2013 estava previsto para os dias 1º e 2 de fevereiro, mas foi adiado em duas semanas em razão do incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria, que deixou 242 mortos. Naquela edição, bandas, artistas e o público – com cartazes – prestaram homenagens às vítimas.
No show da Bidê ou Balde, que subiu ao palco vestida de branco, Santa Maria foi representada por um coração no centro do mapa do Rio Grande do Sul, em uma imagem projetada nos telões. O vocalista Lucas Silveira, da Fresno, apresentou-se com uma camiseta branca com o nome da cidade.
Na abertura da segunda noite, Renato Borghetti fez uma apresentação dedicada à memória das vítimas. Luan Santana cantou Meu Destino, música preferida de sua fã Maria Mariana, morta no incêndio. O cantor sertanejo também chamou o músico gaúcho Joca Martins para interpretar Querência Amada, em referência ao episódio.
A mesma canção escolhida por Michel Teló para demonstrar solidariedade. Nomes como SOJA, O Rappa, NX Zero e Sorriso Maroto também prestaram condolências.
Energia punk (2014)

Uma das maiores atrações internacionais que já passaram pela Saba, a banda californiana de punk rock The Offspring fez um show enérgico no Planeta de 2014. O grupo empolgou os planetários com hits como Self Esteem, All I Want, Come Out and Play e I Want You Bad, entre outros.
Gusttavo Lima pilchado (2020)

Em 2020, o cantor sertanejo Gusttavo Lima surpreendeu os planetários logo no início do espetáculo ao subir ao palco pilchado, com uma bandeira do Rio Grande do Sul atada ao pedestal do microfone. De bota, bombacha, lenço e chapéu, cantou Querência Amada, de Teixeirinha, e Não Chora Minha China Veia, dos Garotos de Ouro, antes de apresentar seu próprio repertório.
Planeta voltou a girar (2023)

Por causa da pandemia, o festival não foi realizado em 2021 e 2022. A maior festa do Sul do país voltou em 2023 com todos os ingressos esgotados. Em uma edição marcada por emoções represadas ao longo de dois anos, a tradicional placa de sold out apareceu durante o show de Luan Santana.
Drones (2024)

Durante a apresentação do DJ Alok, em 2024, um exército de drones formou imagens e frases no céu. Além de declarações de amor ao público, surgiram mensagens como “Ah, eu sou gaúcho!” e “Bah! Tchê”.
Depois da enchente (2025)

Desde 2008, Neto Fagundes sobe ao palco do Planeta Atlântida para dar a largada oficial do festival. Costumeiramente, ele entoa o Hino Rio-Grandense e clássicos do cancioneiro regionalista, como o Canto Alegretense. A abertura do evento, no entanto, foi diferente em 2025. Neto teve a companhia de Rafael Malenotti, Serginho Moah, Claus e Vanessa e Luiza Barbosa.
Com o tema “O Sul é Nosso Palco”, a apresentação reforçou o espírito de retomada do Estado após um 2024 marcado pela enchente. A tradicional abertura exaltando o Rio Grande do Sul ganhou, assim, um significado especial, celebrando também a força e a resiliência dos gaúchos.

Na entrada do evento, o público recebeu bandeiras do Rio Grande do Sul, que se somaram às manifestações vistas no palco. Ao final, todos os artistas se uniram para cantar O Amanhã Colorido, da Cidadão Quem, puxando o grito de “Ah, eu sou gaúcho”.
Garanta seu ingresso
- Ingressos no site do Planeta Atlântida e nas Lojas Renner da Av. Otávio Rocha, 184, e do Shopping Iguatemi (Av. João Wallig, 1800) em Porto Alegre. As entradas podem ser parceladas em até seis vezes sem juros – clientes Banrisul podem parcelar em até 10 vezes.
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