
Foi no Planeta Atlântida de 2023 que Luísa Sonza confessou: "Fazer sucesso em casa é muito mais gostoso". Se a opinião foi mantida, a gaúcha teve motivos de sobra para se deliciar na madrugada deste sábado (31), quando subiu ao palco do festival pela quinta vez. E a reação dos planetários, novamente, não deixou nenhuma dúvida: Luísa Sonza faz muito sucesso no Planeta Atlântida, que já se tornou também seu lar.
Nem mesmo a chuva que começou a cair minutos antes de sua apresentação foi capaz de espantar o público. Recorrendo a capas de chuva ou se abrigando em áreas cobertas do festival, os planetários se mantiveram firmes para assistir ao show da braba de Tuparendi, responsável por encerrar o primeiro dia de Planeta Atlântida.
Luísa entregou aos fãs um show digno de diva pop, e eles deram a ela o carinho do qual estava precisando. Isso porque, horas antes de se apresentar no festival, a artista usou suas redes sociais para desabafar a respeito críticas que estaria recebendo. No Planeta Atlântida, contudo, ela somente recebeu amor.
Vestindo um terninho preto, ela surgiu no palco cantando Principalmente Me Sinto Arrasada. Depois, emendou Sagrado Profano, parceria com Keyblack; a instigante Campo de Morango e a confessional Iguaria. As canções integram Escândalo Íntimo, de 2024, o último álbum pop de Luísa Sonza — recentemente, a cantora lançou Bossa Sempre Nossa, disco dedicado a um repertório de bossa nova.
Em sua primeira interação com a plateia, a gaúcha agradeceu a presença dos planetários e confessou que estava temerosa com a possibilidade de o público ir embora, devido ao horário da apresentação. Mas a Saba permaneceu cheia, o que preencheu também o coração da artista.
— Eu estou emocionada, com vontade de chorar. Estava muito nervosa para esse show. Pensei que vocês não me esperariam, mas vocês estão aí — disse, deixando o palco em seguida.
Após trocar de figurino, agora botando o bumbum para jogo, Luísa retornou para um bloco dançante e sensual, com Dona-Aranha, Mulher do Ano, Anaconda. Entregou tudo no look, nos vocais e também na dança, acompanhando os bailarinos em cada passo. Mostrou, afinal, o porquê de ter números e ainda ser artista, como canta em Carnificina.
A resistência dos planetários foi testada no bloco seguinte, dedicado aos funks Modo Turbo, Motinha e Atenção. Embora a disposição para descer até o chão já estivesse um pouco mais reduzida às 4h da manhã, o público não ficou parado.
O batidão deu lugar ao romantismo com Chico, canção que Luísa Sonza fez para o ex-namorado Chico Moedas. O relacionamento terminou de maneira conturbada, com a artista revelando em rede nacional, no programa de Ana Maria Braga, que havia sido traída pelo influenciador. Mas Chico segue no repertório, com uma mudança pontual no refrão para suprimir o nome do ex.
— Eu quero dedicar essa música para quem gosta de se apaixonar, para quem é capaz de amar — disse Luísa.
No caso da artista, também há uma capacidade enorme de entregar espetáculos completos. Com o terceiro figurino da noite, um sobretudo azul, Luísa apareceu subida em uma mesa que foi montada em segundos sobre o palco, cercada pelos dançarinos, todos sentados em cadeiras ao redor da távola.
Foi dessa forma que ela interpretou Surreal, parceria com Baco Exu do Blues, e emendou Penhasco. A canção é tida como uma carta aberta dela para o ex-marido, o humorista Whindersson Nunes, com quem teve um término também marcado por polêmicas. Penhasco 2 veio na sequência, fechando o bloco das mais dramáticas.
Passava de 4h20min quando Lança Menina ecoou pela Saba, com Luísa Sonza se despedindo do público. Parecia ser a música derradeira, porém, atendendo a pedidos, a cantora voltou ao palco para cantar e dançar Sentadona.
A verdade é que ninguém queria que o primeiro dia de Planeta Atlântida chegasse ao fim — nem ela, nem os fãs. Luísa Sonza deixou o palco à francesa, farreando com o balé, em um alto astral que parece ter sido recuperado pela energia dos planetários.





