
Um show para cantar junto, se emocionar e sair com a sensação de ter vivido algo especial. É assim que os mineiros Diego & Victor Hugo predefinem a estreia no Planeta Atlântida.
A dupla sertaneja se apresenta no segundo dia do festival, em 31 de janeiro, levando na bagagem algo que domina como poucos: a capacidade de cair no gosto popular. E quando cai, vira onda grande.
Tubarões foi a música mais escutada do Brasil em 2025, segundo a lista anual divulgada pelo Spotify. O hit deles, que integra o álbum Ao Vivo em Uberlândia, também garantiu à dupla a estatueta de Sertanejo do Ano no Prêmio Multishow, entre outras conquistas.
— Desde a primeira vez que a gente ouviu (Tubarões), antes mesmo de ser gravada, sentimos algo diferente. O grande termômetro foi o público, não imaginávamos toda essa dimensão. Nos primeiros shows, ainda no Carnaval (do ano passado), percebemos que tinha algo especial acontecendo — destaca Victor Hugo.
Por trás das letras
Mas antes do sucesso bater à porta, os dois precisaram remar bastante. A história da dupla começou ainda na adolescência, quando integravam um grupo de pagode: Victor era o vocalista e tocava cavaquinho, enquanto Diego ficava no violão. No caminho até a consolidação juntos, também ganharam espaço nos bastidores do sertanejo.
Canções assinadas por eles passaram a estourar na voz de outros artistas. É o caso de Largado às Traças, com Zé Neto & Cristiano, e Bebi, Liguei, de Marília Mendonça (1995-2021), entre outras.
— A gente observa muito as pessoas. Às vezes a música nasce de algo que a gente viveu, às vezes de uma conversa, de um amigo, de uma situação comum. O segredo é transformar isso em algo que todo mundo se reconheça — revela Diego sobre as letras chicletes.
Com o nome cravado nas paradas, uma pergunta surge naturalmente: é melhor compor ou cantar? Para Victor, essa divisão não existe mais:
— A composição sempre vai ser a nossa base, é onde tudo começa. Mas quando a gente canta uma música nossa e vê o público cantando junto, aí é um sentimento diferente. Parece que a história fecha um ciclo. Hoje a gente não separa muito as coisas: somos compositores interpretando a nossa própria verdade.
Novidades
O ano de 2026 chega trazendo mais mar aberto. Recentemente, Diego & Victor Hugo gravaram o décimo DVD da carreira, intitulado O Décimo, trabalho que resume bem o momento vivido por eles. O projeto tem 17 faixas, com Tubarões abrindo o repertório como símbolo do divisor de águas dessa trajetória. As outras 16 músicas inéditas serão lançadas em breve nas plataformas digitais.
A ideia é seguir na estrada, “vivendo o sonho de levar essa histórias cada vez mais longe”. Com passagem pelo Rio Grande do Sul já com data marcada, a dupla demonstra um carinho especial pelos gaúchos:
— O público do Sul entrega de verdade. Eles cantam tudo, nosso lado A e lado B (risos). Um povo que a gente ama e que caminha com a gente desde o início. Temos fã-clubes muito ativos e importantes aí. Sempre que a gente chega, sabe que vai ser inesquecível.




