
A cantora e compositora Cléa Janete Gomes Cardoso morreu no último sábado (13), em Osório. A artista tinha 78 anos e estava internada no Hospital São Vicente de Paulo, no município do Litoral Norte, desde o dia 8.
Ao lado de seu parceiro, Carlos Catuipe (in memoriam), Cléa dedicou décadas de sua vida à valorização da cultura regional e à difusão da identidade musical de Osório e do Litoral Norte.
A artista conquistou o público com uma interpretação carregada de sensibilidade e força vocal. Foi uma voz constante em festivais do Rio Grande do Sul, entre eles a Moenda da Canção, de Santo Antônio da Patrulha. Em 1988, a cantora interpretou no evento Um Canto à Terra, canção que vem sendo passada entre gerações como uma celebração ao município.
O festival prestou homenagem à artista nas redes sociais descrevendo-a como "uma das vozes mais marcantes da música litorânea e da Moenda da Canção". "A Moenda agradece a Cléa pela cultura que ajudou a fortalecer, com a certeza de que o som de 'Um Canto à Terra', 'Tropeiros do Divino' e de tantas outras canções que seguirão ecoando na história, carregando a sua voz e legado, são inesquecíveis", diz o texto.
Também em nota publicada nas redes sociais, a prefeitura de Osório lamentou a morte da artista e destacou que ela “marcou gerações e deixou uma contribuição inestimável para a cultura e a música do litoral gaúcho”. “Que sua música siga viva na memória e no coração de todos”, conclui o texto.
Cléa deixa os filhos Carlos Catuípe Jr e Melinna Cardoso Catuípe, a nora, Andrea Morim, o genro, Marco Michelon, e as netas Sarah, Isis e Maya.
*Produção: Juliano Lannes



