
Dono de uma voz que marcou gerações, Jorge Aragão participou nesta segunda-feira (8) do Timeline, da Rádio Gaúcha, em uma conversa sobre sua trajetória e o legado no samba. Durante a entrevista, revelou que não imaginava seguir a carreira como cantor.
— Nunca tive a intenção de fazer carreira solo. Acabei gravando discos por questões contratuais, mas sempre priorizei a composição. Minha voz, inclusive, não era algo que eu gostava de ouvir no início — contou o sambista, que integrou o grupo Fundo de Quintal.
O artista, que se apresenta em Porto Alegre no dia 20 de dezembro, às 21h, no Auditório Araújo Vianna (Parque Farroupilha, 685), explicou que raramente compõe sob encomenda e prefere deixar as músicas “nascerem de impulsos pessoais”. Os ingressos do show na Capital estão disponíveis no Sympla.
— Apenas três sambas foram feitos a pedido e, mesmo assim, não me senti confortável. Prefiro criar a partir de experiências reais e sentimentos autênticos — relatou.
Com mais de 20 álbuns lançados, o artista observa que o samba tem uma relação singular com o tempo, especialmente pela capacidade de suas composições atravessarem gerações e permanecerem atuais.
— Canto para avós, pais e netos. Isso é surpreendente. O repertório se mantém longevo porque fala de sentimentos universais. É gratificante perceber que o Fundo de Quintal ainda toca nas casas brasileiras e que novas gerações se reconhecem em músicas que escrevi há décadas — disse.



