
O que todo mundo quer é vencer. E, quando isso acontece, nada mais justo do que comemorar. É nessa energia que Thiago Veigh da Silva, o Veigh, está rodando o país com a EVOM Tour — sigla de Eu Venci o Mundo, título de seu terceiro álbum de estúdio. A turnê solo do rapper paulista de 25 anos é o retrato da superação de quem saiu da periferia e, em apenas seis anos de carreira, conquistou um espaço entre os maiores nomes do cenário nacional.
A próxima parada é em Porto Alegre, nesta sexta-feira (7), na KTO Arena (Avenida Severo Dullius, 1.995), com um show que promete uma imersão completa: cerca de 30 músicas, palco inédito e cenografia exclusiva. Ingressos estão disponíveis no site da Eventim.
Veigh vive uma fase de ouro. Com mais de 22 milhões de ouvintes mensais nas plataformas de áudio, o rapper soma turnês internacionais e presença nos maiores festivais do país e do Exterior — como The Town, Rock in Rio e Rock in Rio Lisboa. Seu recente hit Artista Genérico chegou ao Top 1 do Spotify Brasil. Até a revista Forbes reconheceu o sucesso, destacando o nome do artista entre os jovens mais influentes do país em 2024.
— Quero seguir abrindo caminhos, mostrando que dá pra vencer sendo você mesmo, sem precisar se moldar. Enquanto minha música continuar inspirando alguém, eu vou continuar no corre — garante ele.
Em entrevista para GZH, Veigh fala sobre a nova turnê, o peso de “vencer o mundo” e como mantém a essência da quebrada mesmo após conquistar o topo das paradas.
Confira a entrevista
A EVOM Tour estreou com tudo em São Paulo, com direito a casa cheia e estrutura gigante. O que o público de Porto Alegre pode esperar desse show?
O público pode esperar algo inovador. A EVOM Tour é o maior projeto da minha carreira até agora, e a gente pensou em cada detalhe para entregar uma experiência completa. É um show cheio de emoção, com visual, repertório e momentos que representam tudo o que venho vivendo.
E ainda tem o show de abertura com a rapaziada da minha gravadora, a Supernova. O Nagalli, o Ghard, o G.A e o Niink estão representando pesado, levando o som deles pra galera e fazendo parte dessa experiência comigo. Quem for vai sentir o peso e a verdade do que é “vencer o mundo” com a gente.
Falando nisso, o nome do álbum e da turnê, Eu Venci o Mundo, tem um peso forte. Em que momento você sentiu que realmente “venceu o mundo”?
Acho que esse sentimento veio quando percebi o quanto meu trabalho impacta outras pessoas. Ver moleques da quebrada se inspirando na minha história, acreditando que também podem chegar lá, é o que me faz sentir que venci o mundo. Não é sobre fama ou dinheiro, é sobre propósito. Só de falar essa frase, já vem uma força diferente, como se fosse um lembrete de tudo o que superei.
Você costuma dizer que o palco é uma experiência emocional. Qual é o momento mais intenso do show para você?
Um dos momentos mais intensos é quando canto Artista Genérico. Eu estava muito ansioso pra cantar essa música na tour, porque ela representa muita coisa pra mim. É uma faixa que carrega a força do álbum Eu Venci o Mundo, fala sobre a caminhada, sobre vencer sendo você mesmo, sem precisar se encaixar. Quando a galera canta junto, dá pra sentir que todo mundo se identifica de alguma forma. Ela chegou ao Top 1 do Spotify e acho que isso mostra o quanto as pessoas se conectaram de verdade com a mensagem.

A cada lançamento, seu som parece mais maduro, sem perder a essência da rua. Como você equilibra evolução e essência?
Eu cresci, vivi novas experiências, e isso naturalmente mudou minha visão de mundo e a forma como eu componho. Mas a essência continua a mesma, porque vem da verdade. Mesmo quando canto sobre conquistas, a base é sempre o que aprendi na infância, a minha realidade. Evoluir é importante, mas sem nunca esquecer quem eu sou e de onde eu vim.
Você já fez seis turnês internacionais (Estados Unidos, Portugal, Espanha, Inglaterra, Holanda e Luxemburgo). Como é ver pessoas de outros países cantando músicas que nasceram na sua quebrada?
É uma parada muito louca, de verdade. Ver gente de outros países cantando letras que escrevi sobre as minhas vivências mostra o poder da música e até onde ela pode chegar. Ela atravessa tudo e conecta as pessoas pelo sentimento. Eu fico feliz porque isso prova que minha verdade chegou longe, que o que veio da quebrada conseguiu tocar o mundo.

