
Depois de comemorar 40 anos de carreira, Daniel se reinventou. O cantor, que é sinônimo de simpatia e romantismo, repaginou o repertório e montou um show cheio de surpresas, memórias e emoção. Assim nasceu a turnê Um Novo Tempo, que fala de passado, presente e futuro, e mostra um Daniel ainda mais próximo do público — daquele jeitinho carismático que só ele tem.
O espetáculo chega a Porto Alegre nesta sexta-feira (14), no Auditório Araújo Vianna, prometendo uma viagem musical por diferentes fases da carreira. Em formato acústico, o cantor revisita grandes sucessos, traz novas versões de clássicos e revive músicas que há tempos não apareciam nos palcos.
No repertório, estão canções que marcaram gerações — Estou Apaixonado, Adoro Amar Você e Eu Me Amarrei — e outras que o público vai redescobrir, como Do Outro Lado do Rádio, Vai Dar Samba e Quem Diria, Hein?. Daniel ainda incluiu músicas que estão bombando nas plataformas digitais, provando que, mesmo depois de quatro décadas de estrada, continua atento ao atual.
Nesta entrevista, ele fala sobre a fase atual da carreira, o formato mais intimista do show e a alegria de reencontrar os fãs gaúchos que sempre fizeram parte da sua história.
Confira a entrevista
Seu espetáculo fala sobre transformação e passagem do tempo. Que momento da sua vida e carreira você sente que está vivendo agora?
Eu estou vivendo um momento único de poder ter a certeza de que se eu cheguei até aqui, diante de tantos obstáculos e barreiras, é porque eu tenho uma missão brilhante que Deus me concedeu por meio da música, através da minha voz, de poder ser um condutor de energia, de transmitir amor, paz e esperança através daquilo que eu faço. O momento que eu estou vivendo é exatamente de certeza de que estou no caminho certo. Tenho uma responsabilidade enorme perante as pessoas que me acompanham e vontade de continuar fazendo parte da vida delas desse jeito positivo. Acho que o projeto Um Novo Tempo traz um relato da minha carreira, um resumo da minha história e confirma ainda mais que falar de amor sempre foi e continuará sendo muito importante. Um novo tempo é exatamente agora.
Esse show tem uma proposta mais intimista. Existe algo que só o formato acústico consegue revelar de você como artista?
Eu diria que a minha vida, a partir do momento que eu subo no palco, ela se torna muito intimista, me coloca mais próximo do público. O formato acústico traz uma sonoridade diferente e eu me sinto muito confortável cantando assim. Eu queria fazer há muito tempo algo dessa natureza. Um Novo Tempo traz um resumo da minha história, desde a época com o saudoso João Paulo (1960-1997). O show é um todo: cenário, tecnologia, programação no led, e acho que conseguimos, com uma pitada de cada coisa, trazer um combo bacana para quem está acompanhando pelo Brasil afora. Tenho certeza de que não vai ser diferente no Araújo Vianna, mais uma vez, nessa casa que me recebe em Porto Alegre. Que felicidade poder voltar e trazer um pouco da minha história e da minha música.

Como foi revisitar canções que marcaram sua história e dar a elas uma nova roupagem? Alguma música te surpreendeu quando reapareceu nesse formato acústico?
Ah, é muito bom! É interessante como a gente sente saudade, depois de um tempo sem cantar a música, e quando volta, é como se fosse inédita. E a reação das pessoas também é maravilhosa. Estou tentando atender ao pedido de muitas pessoas que queriam rever essas canções no setlist. É legal essa nova roupagem, diferente da original. O acústico traz detalhes, um som que a gente não costuma ouvir normalmente. Tem uma canção que eu trouxe para o repertório, Quem Diria, Hein?, composta pelo Bruno, do Bruno & Marrone. Eu achei que ficou muito legal. Do Outro Lado do Rádio é outra canção que eu também não canto muito e acabei trazendo para esse show. E a abertura, Te Amo Cada Vez Mais, ficou magnífica nessa roupagem nova do acústico.
Muita gente cresceu ouvindo suas músicas. Como é perceber que agora há gerações diferentes dividindo o mesmo show?
Na plateia eu me encanto porque tem o senhorzinho e a senhorinha, o pessoal jovem e a criança. Aquela coisa de passar o bastão para os filhos muito me engrandece. Saber que eu faço parte de gerações diferentes não tem preço. Tenho dentro de casa uma garotinha, a Olívia, de três anos, e sei o quanto é importante todo esse frescor e inocência. Saber que a minha música atrai esse público se torna um combustível grandioso para continuar nessa missão tão bonita que Deus me deu: cantar.
Como o Daniel da TV (apresentador do programa Viver Sertanejo, da Globo) e o Daniel dos palcos estão vivendo ao mesmo tempo? Pode contar um pouco sobre a sua rotina, a saudade da família...?
Essa logística tem dado muito certo porque eu tive a honra e o prazer de poder estar fazendo essa história linda do Viver Sertanejo praticamente dentro de casa. Claro que tem correria, mas eu me dedico muito. O tempo com as crianças é um pouco menor, mas não deixo de levar as minhas filhas na escola, de jantar juntos, de estar junto quando chego em casa. Da minha casa até o local da gravação é muito perto. O Viver Sertanejo me traz a certeza de que eu sempre gostei de fazer isso: receber pessoas, cantar e repassar histórias verídicas que se entrelaçam com tantas outras Brasil afora. O Brasil é sertanejo, tem suas origens calcadas no campo. Eu me sinto honrado demais por ter sido escolhido. A parte mais complicada é quando viajo para shows, aí pinta a ausência de casa. Mas estar diante do meu público é transformador. A música é transformadora e a gente é instrumento dela.
Os gaúchos têm uma ligação forte com o campo, com a vida simples do Interior. Tu te sentes um pouco em casa quando vem pra cá?
Olha, eu falo sempre o quanto me sinto à vontade no Rio Grande do Sul. Eu adoro esse Estado. Acho que em outras vidas eu tenha tido uma ligação ainda maior com o Rio Grande do Sul. Essa identificação tem tudo a ver com a essência que a gente tem, essa coisa da vida no campo, do povo sertanejo. Tive a honra de receber gaúchos no Viver Sertanejo. E eu convivo com um gaúcho, o Nego Júlio, que é uma pessoa muito importante pra mim, nosso gaiteiro, sanfonista, acordeonista, uma figura maravilhosa. Ele é natural de Vacaria (na Serra). Então é mais um presente poder voltar ao Rio Grande do Sul, estar em Porto Alegre, cantar com meu público e matar a saudade. Obrigado mais uma vez, Porto Alegre. Prometo não decepcionar com esse Um Novo Tempo. Fiquem com Deus.

Daniel apresenta "Um Novo Tempo"
- Quando: nesta sexta-feira, às 21h
- Onde: Auditório Araújo Vianna (Avenida Osvaldo Aranha, 685)
- Abertura da casa: 19h30min
- Ingressos: a partir de R$ 150
- Ponto de venda online (com taxa): plataforma Sympla
- Ponto de venda físico (sem taxa): loja Planeta Surf do Bourbon Wallig (Avenida Assis Brasil, 2611 — Loja 249)





