O Planeta Atlântida deu fortes indícios de que a celebração de suas bodas de pérola — ou seja, a comemoração de 30 anos de uma união inquebrável entre o festival e o Rio Grande do Sul — será histórica. Já no lançamento da edição de 2026, que contou com a presença de 5 mil pessoas, o público pôde aproveitar um evento gratuito com muita música, realizado nesta quarta-feira (22), na Rua da Cultura, no campus da PUCRS, em Porto Alegre.
Com a condução da comunicadora Babi Bitencourt, o evento reuniu artistas que são destaques nas playlists da gurizada. E foi um público majoritariamente jovem que lotou o espaço destinado aos shows, seja em pé, pulando, sentados nas arquibancadas ou no gramado. A ideia era curtir a vibe e se preparar para os dias 30 e 31 de janeiro de 2026, data da maior festa do planeta.
É o caso dos amigos Flávio Anacleto Puhales, 25 anos, compositor e produtor musical, e Pedro Vinicius Moraes, 26, sushiman. A dupla moradora de Porto Alegre nunca foi ao Planeta Atlântida, mas tudo deve mudar no ano que vem, quando eles pretendem fazer a estreia no festival, principalmente depois do aperitivo que tiveram na PUCRS.
— Aqui está cheio de arte, música, é um espaço jovial e com energia boa. É um espaço com livre arbítrio, tudo o que um aquariano como eu gosta. E, se for assim no Planeta, vamos estar muito bem — disse Flávio, empolgado.
— Consegui uma folguinha hoje e vamos poder curtir um baita show do WIU aqui, de graça. Não poderia ser melhor (risos) — completou Pedro.
Quem abriu os trabalhos, às 17h30min, foi o Syon Trio, formado pelos caxienses Henrique Moré, Gabriel Castilhos e Liruan Corteletti, que mesclam o DJ, o piano e a percussão, fazendo remixes de sucessos do funk nacional e da músicas internacionais. Em meia hora de apresentação, desfilaram hits de várias épocas — de David Guetta a Tim Maia.
Depois, foi a vez da rapper carioca Ebony ocupar o espaço principal da Rua da Cultura. A artista, que tem quase 2 milhões de ouvintes mensais no Spotify, lançou o seu terceiro álbum de estúdio, KM2, em maio deste ano e colocou os presentes para cantar as suas rimas — mostrando que está totalmente alinhada com o público, que estava com os celulares em punho para gravar cada momento.
— E esse é só o esquenta, pessoal. Ano que vem vai torar! — disse Ebony para o público, que vibrou.
Luiza Naziazeno, 20, estudante de Ciências da Computação, já foi duas vezes ao Planeta Atlântida, em 2020 e em 2025. E, na edição de 30 anos, estará novamente na Saba, carimbando o seu passaporte.
— É muito legal o ambiente. E tem muita gente de fora que vem para o Estado só para curtir o Planeta. A mistura de gêneros no palco é ótima, porque a gente acaba ouvindo até o que não estamos acostumados, acompanhando os amigos. Vira um grande rolê e isso é bom demais — conta Luiza.
Era 19h25min, com a noite já se fazendo presente e com um agradável clima de primavera, que começou o encerramento do show. Quem comandou o evento foi o cearense WIU, um dos destaques do rap nacional e que é conhecido por suas batidas incisivas do trap, fazendo incursões por ritmos como o forró, o arrocha e o reggae. Aos 23 anos, o jovem artista faz parte do selo 30PRAUM, de Matuê.
— Por mim, eu ficava aqui a noite toda. Mas, hoje, é só uma palinha. Nos vemos no ano que vem no Planeta — disse o artista, que colocou a plateia para cantar os seus grandes sucessos, como Vidigal e Rainha da Finesse.
Pensando o Planeta
Após as apresentações, houve uma celebração exclusiva para convidados e parceiros de mercado na ATL House, também no campus da PUCRS. Diretor artístico das rádios Atlântida e 102.3, Alexandre Fetter foi o anfitrião da noite, que ainda contou com a exibição em primeira mão da campanha publicitária da edição 2026 do Planeta Atlântida.
O primeiro a falar no evento foi Cicão Chies, sócio-fundador da DC Set Group e um dos criadores do Planeta Atlântida. E, em sua breve explanação, depois de agradecer a grande equipe que trabalha para tirar o evento do papel, já deu uma boa notícia sobre o futuro do festival:
— O Planeta 30 anos vai ser espetacular. A parte artística já está totalmente definida e já estamos trabalhando 2027. É assim que funciona. O planeta gira, o Planeta Atlântida e o planeta Terra.
Fetter subiu ao palco para apresentar um teaser repleto de artistas dando depoimentos, de Armandinho a Jota Quest, e com imagens históricas do festival. O vídeo era o anúncio um documentário contando a trajetória do mais longevo festival do Brasil. É o Planeta Atlântida: 30 Verões Criando Memórias, que será lançado no canal no YouTube da Atlântida e, também, no Globoplay.
— É um momento de muita emoção. Eu participei do primeiro Planeta Atlântida, em 1996. No ano seguinte, eu saí da RBS e, por 10 anos, eu não participei do Planeta Atlântida, mas assisti durante 10 anos e dizia: "Meu Deus, como eu queria estar lá". Aí, uma década depois, em 2007, eu volto para a Atlântida e para o Planeta, que é, de fato, a festa mais linda do sul do Brasil. É uma emoção e, só de pensar, fico todo arrepiado. Vida longa ao Planeta Atlântida — contou Fetter.
A diretora-executiva de Marketing e Entretenimento do Grupo RBS, Caroline Torma, assumiu o palco para agradecer os parceiros comerciais que já estão confirmados no festival em 2026 e, também, ressaltar que o evento terá surpresas no ano que vem — mas não quis dar spoilers, guardando o mistério para os próximos meses.
— Chegar aos 30 anos comprova que o Planeta é muito mais do que um evento. A gente é um evento de música, de entretenimento, um evento do verão, uma festa, mas a gente vai muito além disso, com projetos como o de ESG e de compartilhar parte da nossa receita com entidades aqui do Estado. A gente vem fazendo mais movimentos como esse para expandir o Planeta para além do que ele é na Saba, que já é gigante — enfatizou Caroline Torma.
Após a fala do trio, houve um show com a banda Comunidade Nin-Jitsu.


