
Ozzy Osbourne morreu nesta terça-feira (22) aos 76 anos. O icônico "príncipe das trevas" revelou em 2020 que enfrentava a Doença Parkinson, condição que provoca tremores, lentidão e rigidez muscular.
A vida de Ozzy foi marcada por exageros, noitadas de álcool e drogas pesadas, mas também por uma configuração genética "especial".
De acordo com uma pesquisa publicada em 2019, conduzida pelo laboratório Knome Inc., de Cambridge, nos Estados Unidos, Ozzy Osbourne apresentava uma mutação genética rara, nunca vista antes.
E foi com a ajuda dessa formação de seu DNA que o roqueiro teria sobrevivido a um estilo de vida desregrado — segundo afirma o estudo parcialmente divulgado pelo jornal New York Post.
"Ozzy é um mutante genético", escreveu o pesquisador Bill Sullivan no livro, intitulado Prazer em Conhecer-me: Genes, Germes e as Forças Curiosas que nos Tornam quem Somos, com edição do selo National Geographic.
De acordo com o jornal norte-americano, o laboratório não queria entender o DNA de um pessoa com capacidades intelectuais notáveis, mas sim saber como Ozzy conseguiu resistir ao excesso de álcool e drogas — fatores que costumam matar muitas pessoas.
A pesquisa também mostra que a formação genética influencia nas crenças políticas — conservadores, por exemplo, apresentam a amígdala maior — e até mesmo na predisposição em gostar de doces, cafés, entre outras preferências.
"Depois de todos esses anos pensando que éramos agentes livres, percebemos que a maioria dos nossos comportamentos não é da nossa própria vontade", observou Sullivan no mesmo livro.




