
O rapper Kanye West confirmou que virá ao Brasil. Sob o nome artístico de Ye, o artista americano anunciou nesta terça-feira (1º) que fará uma apresentação única no país.
O rapper será headliner do primeiro dia do festival Urban Movement, em 29 de novembro em São Paulo. Ainda não há informações sobre o local, os preços dos ingressos ou a abertura das vendas.
Nas redes sociais, Ye informou que o público já pode se cadastrar no site Ye No Brasil para receber atualizações sobre o evento e ter acesso à pré-venda.
Interessados foram incluídos em grupos no WhatsApp onde a produção promete vantagens: link exclusivo da pré-venda antecipada, avisos em primeira mão e conteúdos exclusivos. Em poucas horas, os grupos já registravam menos de 150 vagas disponíveis.
Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, os produtores Guilherme Cavalcante e Jean Fabrício Ramos (que se apresenta como Fabulouz Fabz) afirmaram que o festival deve reunir entre 80 mil e 100 mil pessoas, com programação prevista para dois dias.
Além do Brasil, o rapper também confirmou apresentações na Coreia do Sul, China e Eslováquia, todas previstas ainda para o mês de julho.
Ye não se apresenta no Brasil desde 2013, quando participou do festival SWU. Antes disso, passou pelo país em 2008, como atração do Tim Festival, com shows em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Polêmica de antissemitismo
Em maio, duas semanas depois de lançar uma música que exaltava Hitler, Kanye fez uma série de publicações em seu perfil no X, em que parecia rejeitar o antissemitismo e pediu desculpas.
"Estou farto do antissemitismo", escreveu no primeiro de uma sequência de tuítes. "Eu amo todas as pessoas. Deus me perdoe pela dor que eu causei. Eu perdoo todos aqueles que me causaram dor. Obrigado, Deus", afirmou o rapper.
Ele justificou: "Acabei de receber uma ligação dos meus filhos por vídeo e quero salvar o mundo novamente". Para finalizar a sequência, Ye escreveu: "Deus pede paz, compartilhe paz, compartilhe amor".
Nos últimos anos, o rapper fez inúmeras declarações antissemitas e elogios a Hitler. O artista também já vestiu publicamente camisetas com referências ao nazismo.
Apoio a Diddy
Nas redes sociais, o rapper pediu que Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, soltasse Sean "Diddy" Combs. Acusado de múltiplos crimes sexuais, o músico e empresário está preso desde setembro de 2024.
"Donald Trump por favor liberte meu irmão Puff", escreveu Kanye, utilizando um dos apelidos do colega. Os dois músicos já trabalharam juntos e são amigos.
"Quem quer que esteja atrás de Puff, temos de descobrir exatamente quem eles são", afirmou em outra postagem. O rapper ainda declarou que pessoas brancas estão tentando usar Diddy para assustar pessoas negras e que ele estaria sendo "feito de exemplo".
Além de defender o amigo, Ye também anunciou uma colaboração entre a própria marca, Yeezy, com a Sean John, de Diddy. No site, estão disponíveis cinco camisetas.

