
Eric Clapton, 76 anos, não está contente por ter sido "ostracizado" por familiares, amigos e colegas da classe artística, após adotar um discurso negacionista em relação à pandemia de covid-19. Em entrevista ao canal de YouTube Oracle Filmsm publicada na última segunda-feira (14), o guitarrista reclamou da situação:
— Tentei entrar em contato com outros músicos, mas simplesmente não tenho mais notícias deles. Meu telefone não toca, não recebo mais e-mails, é bastante perceptível.
Em novembro do último ano, o britânico chegou a fazer uma parceria com Van Morrison em um single que atacava as medidas do governo de Boris Johnson contra o coronavírus. O lockdown adotado no Reino Unido para controlar novos contágios pela doença, principalmente, foi alvo da canção. Lá, a doença vitimou até aqui mais de 128 mil britânicos.
Agora, contudo, as críticas de Clapton também se voltaram às vacinas. Imunizado com as duas doses da AstraZeneca/Oxford, o cantor reclamou longamente dos efeitos colaterais que sentiu após as injeções: febre e dificuldade para dormir, assim como uma piora de sua neuropatia periférica, condição que gera dores crônicas nas mãos e nos pés.
— A vacina pegou meu sistema imunológico e o sacudiu, me assustou muito — declarou ele.
O cantor reclamou principalmente de não ter sido informado sobre os possíveis efeitos colaterais. A própria fabricante, no entanto, assume que existe chance de algumas reações contra o imunizante. Enquanto a maioria das pessoas sente apenas dor no local da imunização, parte dos vacinados também pode sofrer com dores musculares, febre, mal estar e calafrios após a injeção.
Ainda assim, é consenso na comunidade científica que os efeitos positivos de se vacinar contra o coronavírus são superiores a tais reações adversas, devido ao risco individual e para a sociedade gerado pelo avanço da covid-19.




