
No livro Sete Dias em Junho, da escritora norte-americana Tia Williams, um reencontro inesperado serve como ponto de partida para uma história que mistura romance, dor e reconstrução pessoal. A obra acompanha Eva Mercy, uma escritora negra de romances eróticos que alcançou sucesso profissional, mas convive com dores crônicas e traumas do passado.
Toda semana, um jornalista do Grupo RBS irá compartilhar na seção O que Estou Lendo a sua paixão por livros por meio de dicas do que estão lendo no momento.
Durante um evento literário em Nova York, Eva depara com Shane Hall, autor premiado e conhecido pela postura reservada. O momento traz à tona um relacionamento intenso vivido pelos dois na adolescência, marcado por vulnerabilidade, dependência química e experiências traumáticas que deixaram marcas profundas.
Ao longo de sete dias, a narrativa alterna entre passado e presente para revelar como esse vínculo moldou a vida dos personagens. A autora aborda temas como saúde mental, racismo, fama, maternidade solo e o impacto da dor física e emocional, mostrando que o sucesso não apaga feridas antigas.
Mais do que um romance tradicional, Sete Dias em Junho propõe uma reflexão sobre cura e amadurecimento emocional, questionando se é possível revisitar um grande amor sem repetir os erros que causaram sofrimento no passado. A obra se destaca por dar protagonismo a personagens negros complexos e por tratar o amor como parte de um processo maior de sobrevivência e autoconhecimento.

"Sete Dias em Junho", de Tia Williams
- Verus Editora, 350 páginas, R$ 74,90 (livro físico) e R$ 39,90 (e-book)
- Tradução de Carolina Candido



