
Toda semana, um jornalista do Grupo RBS irá compartilhar na seção O que Estou Lendo a sua paixão por livros por meio de dicas do que estão lendo no momento.
Kai-Fu Lee trabalhou com pesquisa e desenvolvimento de produtos de inteligência artificial (IA) na Apple, na Microsoft e no Google, gerenciando 3 bilhões de dólares em investimentos tecnológicos. Chen Qiufan é um premiado escritor de ficção científica. O livro 2041 (Globo Livros), escrito por ambos, traz um conjunto de histórias com boas doses de ficção científica que pretendem "contar a história real da IA".
Na primeira história, O Elefante Dourado, a família da protagonista contrata um programa de seguros que oferece uma série de aplicativos para melhorar a vida do usuário. Mas, para ter acesso aos benefícios, é necessário compartilhar os dados da família. Os autores apresentam, então, um conceito básico da IA: o aprendizado profundo — que para ser alimentado, obviamente, requer uma grande quantidade de dados.
Os temas abordados em 2041 incluem ainda o processamento de linguagem natural, saúde, realidade virtual, automação de veículos, computação quântica, substituição de postos de trabalho, a busca da felicidade e o futuro do dinheiro.
Ao final de cada capítulo, os autores fazem uma análise sobre aquele determinado assunto. Entre as possibilidades citadas estão regulamentações governamentais e o incentivo à responsabilidade corporativa por meio das práticas ESG.
O livro sustenta que a IA será onipresente em 2041, trazendo riscos e benefícios. Cabe à sociedade, segundo os autores, se preparar para encarar essas mudanças de uma forma ética e inclusiva. Mais do que tentar prever o futuro, 2041 nos convida a refletir sobre as escolhas que faremos diante do avanço da IA.

"2041", de Kai-Fu Lee e Chen Qiufan
- Globo Livros, 480 páginas, R$ 74,90 (livro físico) e R$ 54,90 (e-book)
- Tradução de Isadora Sinay



