
Foram divulgados nesta segunda-feira (28) os 11 espetáculos locais que estarão na programação do 32º Porto Alegre em Cena – Festival Internacional de Artes Cênicas.
A edição 2025 do festival de teatro, dança, circo e performance será de 12 a 21 de setembro em diferentes palcos da capital gaúcha.
Realizado desde 1994 pela prefeitura de Porto Alegre e coordenado por Luciano Alabarse, o Em Cena se estabeleceu como um dos maiores festivais de artes cênicas da América Latina, já tendo trazido grandes nomes nacionais e internacionais.
É tradicional que o evento divulgue primeiro as atrações gaúchas e, nos meses seguintes, os demais espetáculos.
Ineditismo e qualidade
Neste ano, o Em Cena recebeu 153 propostas de produções gaúchas, das quais a equipe de curadores — formada por Adriana Jorgge, Angela Spiazzi, Igor Ramos e Rodrigo Marquez — selecionou 11.
Segundo a organização do festival, a curadoria levou em conta critérios como ineditismo no festival e qualidade artística.
Veja a lista de espetáculos locais do 32º Porto Alegre em Cena:

A Canção De Assis (Cia. de Teatro Menino Tambor)
Uma trupe de atores mambembe ocupa o espaço cênico para contar, de forma musical, uma história de amizade entre uma menina, um burrinho e Francisco de Assis na Itália do século 18.
A Mulher que Virou Bode: A História Perdida de Jurema Finamour (Rakurs)
O espetáculo redescobre a história da escritora e repórter Jurema Finamour, uma mulher influente no jornalismo brasileiro e na elite intelectual das décadas de 1940 a 1960.
As Aventuras do Fusca à Vela (Grupo Ueba)
Apresentada em praças, parques, ruas ou espaços alternativos, esta montagem, que está há 10 anos no repertório do grupo, tem forte inspiração nas aventuras de Moby Dick, do escritor norte-americano Herman Melville.
Cabaré do Tempo — Pra Lembrar do Futuro (Cia. Rústica)
Em uma narrativa que mistura teatro, dança e show musical, a montagem celebra memórias e desejos de futuro, costurando clássicos do repertório da MPB com canções autorais, música e texto, poesia e pandeiro.
Choque (Cia. Municipal de Dança de Caxias do Sul)
Criada em 1998, a coreografia de Mário Nascimento impulsionou uma nova linguagem para a companhia de dança. Em celebração aos 27 anos do grupo, Choque ganha uma remontagem, agora reinterpretada por novos corpos e imersa em um contexto artístico contemporâneo.
Corpo Casulo (Coletivo Intransitivo)
O espetáculo apresenta um corpo que inicia um processo de metamorfose: tece seu próprio casulo e se desprende do que não lhe cabe mais. Um corpo contador de histórias de quem veio antes, de si e de muitos outros, entrelaçadas pela vivência da transgeneridade.
Espaço Arcabouço (Gabriel Martins)
Espetáculo de circo contemporâneo que tensiona convenções estéticas e dramatúrgicas do circo tradicional. Distante das imagens da espetacularização e do risco, propõe um campo de experimentação poética em diálogo com a dança e a performance.
O Choro dos Deuses (Coletivo Teatro da Crueldade)
Esta montagem de teatro de rua com experimentações de linguagem foi criada no contexto da enchente no Rio Grande do Sul para reelaborar lutos e promover o acolhimento. A orientação foi da psicanalista Dinara Schubert Severo.
O Espantalho (Dalle Produções)
Este monólogo, que coloca Werner Schünemann no centro do palco, é uma jornada sentimental em meio a escolhas difíceis que envolvem pais e filhos.
Preta Poesia Feminina (Silvia d’Arte Produções)
A atriz Silvia Duarte protagoniza esta homenagem a cinco escritoras negras gaúchas: Ana dos Santos, Delma Gonçalves, Isabete Fagundes Almeida, Fátima Farias e Lilian Rocha.
Travessia (Cia. Stravaganza/Cia. Megamini)
Com texto e atuação de Nora Prado, o espetáculo parte de uma experiência vivida pela atriz — o diagnóstico de um tumor maligno — para propor um mergulho sensível em temas como fragilidade, reinvenção e persistência.

