
Santa Maria desponta como um dos principais destinos turísticos do Rio Grande do Sul ao unir cultura, espiritualidade e memória em um só roteiro. Segundo dados da prefeitura, a cidade foi a quinta mais visitada do Estado em 2022 e, atualmente, recebe cerca de 300 mil turistas por ano, movimentando aproximadamente R$ 80,1 milhões para a economia local.
Para atender esse fluxo de visitantes, o município conta com uma ampla estrutura turística, com 28 hotéis, 23 motéis e cerca de 3,1 mil leitos, além de 295 restaurantes e 174 espaços de eventos.
Conhecida como Cidade Peregrina e reconhecida no Plano Municipal de Turismo como Território do Sagrado, mais do que um destino tradicional, o município aposta no turismo religioso como uma experiência de conexão, reflexão e fé.
Iniciativa do Grupo RBS em parceria com a Prefeitura de Santa Maria, o projeto Santa Maria Tem! apresenta quatro importantes locais de visitação que reforçam a vocação do turismo de fé no município: Basílica da Medianeira, Catedral de Santa Maria, Santuário Tabor e atrações ligadas à vida do diácono João Pozzobon.
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Conheça o roteiro de peregrinação
Basílica da Medianeira
No coração da cidade, a Basílica de Nossa Senhora Medianeira é um símbolo de tradição religiosa. Inaugurada em 1985, o local se tornou uma referência da devoção mariana.
Em 2024, a fé na padroeira foi celebrada de forma especial: o Vaticano a proclamou Rainha do Povo Gaúcho, tornando o santuário um destino imperdível para os fiéis.
O local permanece aberto diariamente das 8h às 18h. No local, os visitantes podem fazer orações, pedidos e agradecimentos à santa. Há milhares de relatos sobre graças alcançadas.
Catedral de Santa Maria
Próximo à basílica, a Catedral de Santa Maria é outro ponto de visitação importante na rota religiosa. O espaço abriga afrescos criados pelo artista ítalo-brasileiro Aldo Locatelli, considerado um dos grandes nomes da arte sacra do Brasil. Em 1909, seis obras para adornar a catedral foram trazidas de Paris. A maior representante desses objetos de arte sacra está no altar: a imagem de Nossa Senhora Imaculada Conceição.
Os vitrais da Catedral de Santa Maria também são destaques da arquitetura do local. Criados pelo antigo e prestigiado ateliê Casa Genta, os mosaicos de vidros reúnem variadas representações de Nossa Senhora. À noite, o local oferece um espetáculo à parte. Mais de 80 lâmpadas de LED realçam detalhes da arquitetura e das linhas do prédio, que desde 2002 é considerado patrimônio histórico e cultural da cidade.
Santuário Tabor
O Santuário Tabor, também chamado de Santuário de Schoenstatt, ficou conhecido pela passagem do diácono João Pozzobon que, no século XX, iniciou no local uma peregrinava com a imagem de Nossa Senhora, evangelizando a população local.
O Tabor foi inaugurado em 11 de abril de 1948 como o primeiro Santuário da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt no Brasil. Hoje, existem 24 deles no país, e todos seguem o mesmo desenho do original localizado em Schoenstatt, região da cidade de Vallendar, na Alemanha.
Atualmente, mais de cem peregrinos comparecem ao local diariamente. Tours vindos de diversas regiões do Brasil e de outros países chegam em ônibus lotados, e representantes da Campanha Mãe Peregrina se esforçam para customizar roteiros, passeios e estadias conforme cada grupo.
João Pozzobon
Em 1950, o diácono João Pozzobon iniciou em Santa Maria, partindo do Santuário Tabor, a Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt. Com a missão de levar a fé a famílias, escolas, presídios e hospitais da região, ele percorreu cerca de 140 mil quilômetros, sempre com a imagem de Nossa Senhora nos braços.
Em 35 anos de pregação e de fé, Pozzobon deixou alguns milagres pendentes de comprovação, que estão em análise no Vaticano. Ele pode se tornar o mais novo santo brasileiro – e o primeiro gaúcho.
Na visita ao roteiro religioso de Santa Maria, é possível conhecer a Casa Museu João Luiz Pozzobon, com mobiliários e utensílios deixados do jeito em que estavam quando ele, a esposa e os sete filhos viviam no local.
Próximo a casa está a Capela Nossa Senhora das Graças, onde o corpo do peregrino está sepultado. O memorial preserva trajes e instrumentos que ele utilizou durante a peregrinação. Outro local que pode ser incluído no roteiro é a capelinha azul, construída por Pozzobon como um lugar de acolhimento.



