
O 38º ENART – Encontro de Artes e Tradições Gaúchas aconteceu entre 21 e 23 de novembro em Santa Cruz do Sul. Em três dias, mais de 5 mil artistas, em 24 modalidades e com a circulação de cerca de 30 mil pessoas que prestigiaram a mais de 600 apresentações no maior evento de arte amadora da América Latina em uma expressão viva da filosofia tradicionalista gaúcha.
Organizado e promovido pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) e pela Fundação Cultural Gaúcha (FCG), o encontro foi criado para preservar, valorizar e divulgar as artes, os usos, os costumes e a cultura popular do Rio Grande do Sul. Além disso, buscou incentivar o desenvolvimento de novos talentos e a promoção do intercâmbio cultural.

Confira quatro pontos marcantes do ENART 2025:
Representações culturais
Este ano, o ENART contou com apresentações artístico-competitivas simultâneas em modalidades de danças tradicionais Força A e B, Gaúchas de Salão e Chula. Houve também as categorias Declamação Feminina e Masculina, Intérprete Solista Vocal Feminina e Masculina, Conjunto Vocal, Trovas, Pajada e Causo, além de Gaita de Boca, Bandoneon, Gaita-Piano e Gaita-Botão, Violão, Viola, Violino ou Rabeca, Conjunto Instrumental, entre outras.
Ao todo, o evento teve 5,3 mil participantes distribuídos em 644 apresentações somadas, contabilizando também eventos como a Mostra de Integração Cultural, ENART na Comunidade e os participantes das Danças Gaúchas de Salão PCD, atividade esta que cumpre os propósitos do MTG de abraçar a inclusão.
Nas danças tradicionais, vale o destaque para os grupos que conquistaram as primeiras colocações. Na Força A, o título ficou com o DTG Poncho Verde, de Panambi, representante da 9ª Região Tradicionalista (9ª RT). Em segundo lugar, ficou o CTG Rancho da Saudade, de Cachoeirinha (1ª RT), seguido pelo CTG Ronda Charrua, de Farroupilha (25ª RT). Na quarta colocação apareceu o CTG Aldeia dos Anjos, de Gravataí (1ª RT), enquanto o CTG Sentinelas do Pago, de Marau (7ª RT), garantiu o quinto lugar.
Já na Força B, o primeiro lugar foi conquistado pelo CTG Estância Velha da Tradição, de Santana do Livramento (18ª RT). A segunda colocação ficou com o CTG Tropilha Crioula, de Getúlio Vargas (19ª RT), seguido pelo CTG Coxilha de Ronda, de Santiago (10ª RT). Em quarto lugar, destacou-se o DTG Piazito da Tradição, de Venâncio Aires (24ª RT), e fechando o top 5 apareceu o CTG Rodeio da Querência, de Frederico Westphalen (28ª RT).
– Ao longo de todo o festival, os artistas amadores foram avaliados por comissões técnicas formadas por especialistas e de acordo com critérios definidos pelo regulamento – explica o presidente do MTG, Alessandro Gradaschi.
Mudanças positivas
O ENART 2025 trouxe uma série de novidades para os artistas e os visitantes. Entre elas, inovações nas dinâmicas de avaliação artística, ampliação dos espaços culturais paralelos e fortalecimento da Força B das Danças Tradicionais. Essa última iniciativa foi inspirada pelo desejo de incentivar a renovação dos grupos e incentivar as novas gerações.
– Outro destaque foi a valorização das músicas inéditas e das criações coreográficas originais. Além disso, tivemos maior integração digital nos processos de inscrição e na transmissão do festival, que reforçou o compromisso do MTG com a modernização e a transparência do evento – destaca Gradaschi.
Impacto no cenário amador
O propósito central do ENART é estimular o intercâmbio cultural entre as 30 Regiões Tradicionalistas do Estado, promovendo integração, harmonia e respeito. Ano após ano, o encontro evolui para apresentar trabalhos e obras de artistas amadores excepcionais e expandir as tradições gaúchas dentro e fora do Brasil.
– Estamos atentos a esse movimento e ao caminho que o festival vem trilhando ao longo de sua história. Atenção especial já foi dada este ano, para que, em 2026, o 39º ENART proporcione um momento ainda mais especial para artistas e visitantes – conta o vice-presidente artístico do MTG, Luis Afonso Torres.
Legado cultural
Para o presidente da FCG, Oscar Gress, mais do que uma competição, o ENART é um espaço de formação cultural e fortalecimento da identidade do povo gaúcho. A edição de 2025 reafirmou o papel do evento como símbolo de união, talento e orgulho das raízes do Rio Grande do Sul e guia a organização no mesmo sentido para o próximo ano.
– O ENART é jovem e possui força entre os tradicionalistas para perpetuar por muitas décadas. É nosso dever tratá-lo com carinho e dedicação. Nesse encontro, nossa arte respira, e os artistas comungam dos momentos que o festival proporciona. É por isso que ele permanecerá para sempre no coração de todos os gaúchos – afirma o vice-presidente artístico de MTG.
O evento foi promovido pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho e pela Fundação Cultural Gaúcha, com apoio da 5ª Região Tradicionalista, da Prefeitura de Santa Cruz do Sul e da KTO. Contou ainda com o incentivo cultural da Amigo Conexões Reais, da Rio Grande Seguros e Previdência e da Cervejaria Heilige, além do patrocínio da Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul, da Fruki, das Massas Italiany e da Móveis Kappesberg. A iniciativa recebeu financiamento do Pró-Cultura RS.





