
Wagner Moura, vencedor do Globo de Ouro, foi eleito uma das 100 personalidades mais influentes do mundo. Ele integra o seleto grupo de ícones nomeados pela revista Time nesta quarta-feira (15).
O ator, indicado ao Oscar por O Agente Secreto, divide o holofote com celebridades como a atriz Kate Hudson, a patinadora Alysa Liu, a cantora Hillary Duff e os atores Alan Cumming, Sterling K. Brown e Ethan Hawke.
Moura conversou sobre sua carreira com o vencedor do Emmy, Jeremy Strong. Ele relembrou as quatro indicações que O Agente Secreto recebeu na maior premiação do cinema.
"'Se ganharmos um Oscar, ótimo. Se não, estamos aqui’. Foi algo totalmente inesperado", contou Wagner. O ator também destacou a importância de se posicionar politicamente sobre o governo brasileiro e dos Estados Unidos:
O brasileiro disse ser "muito franco", pois "digo o que penso e não tenho medo". Ele também disse nunca teve temor de dizer o que acredita "porque é assim que eu sou".
Wagner contou que a polarização é algo que o assusta. "A verdade como a conhecemos acabou... Os fatos não importam mais. Quando falamos de polarização, estamos falando da criação de universos paralelos, de narrativas paralelas. Não vivemos mais no mesmo espaço mental das outras pessoas", contou.
Na conversa, o ator ainda explicou o motivo de não ter seguido carreira no jornalismo, apesar de ter concluído a formação. Wagner acredita que não tem a objetividade necessária para a profissão, pois "sempre fui muito emotivo em relação às coisas que via".
No entanto, Wagner valoriza a base que sua formação lhe proporcionou, afirmando que "isso me moldou muito como artista, como pessoa, como cidadão".
O astro de Tropa de Elite também falou sobre a empatia no trabalho de atuação, acrescentando que "quanto mais você sabe sobre outras coisas, mais empatia você tem. É isso. E é disso que a atuação deveria se tratar".
O artista adiantou detalhes sobre os próximos projetos de sua carreira. Seu próximo longa como diretor será Last Night at the Lobster, descrito como um “filme de Natal com tema político”. Ele ainda vai estrelar um filme de ficção científica e terror para a Netflix chamado 11817, além de levar uma peça para a Europa.



