
Após uma conquista inédita no Oscar em 2025, o Brasil voltou a bater na trave neste ano em melhor filme internacional. O Agente Secreto perdeu para o norueguês Valor Sentimental, que recebeu o prêmio da categoria na noite deste domingo (15), no Teatro Dolby, em Los Angeles, nos Estados Unidos.
Além de Valor Sentimental, o thriller político de Kleber Mendonça Filho disputou com Foi Apenas um Acidente (França), A Voz de Hind Rajab (Tunísia) e Sirât (Espanha). Entre eles, o principal adversário do Brasil na categoria era justamente o longa norueguês, que acumulou nove indicações nesta 98ª edição do Oscar.
Dirigido por Joachim Trier (indicado na categoria por A Pior Pessoa do Mundo, em 2022), Valor Sentimental reúne nomes como Renate Reinsve, Stellan Skarsgård e Elle Fanning. O drama familiar acompanha um cineasta egocêntrico que tenta se reaproximar das filhas ao oferecer a uma delas o papel principal em seu novo filme. A recusa da jovem, porém, desencadeia um embate sobre traumas do passado.
Valor Sentimental foi a primeira produção norueguesa a vencer o Oscar de melhor filme internacional. Em seu discurso, o diretor Joachim Trier afirmou que os indicados deste ano são "filmes importantes e belos que refletem as crises atuais e as crises do passado". E acrescentou:
— Quero terminar parafraseando o maravilhoso escritor americano James Baldwin, que nos lembra que todos os adultos são responsáveis por todas as crianças, e que não devemos votar em políticos que não levam isso em consideração.
O Brasil conquistou a estatueta da categoria pela primeira vez na cerimônia do ano passado, com Ainda Estou Aqui. Com as duas participações consecutivas, o país acumula seis indicações a melhor filme internacional: O Pagador de Promessas (1963), O Quatrilho (1996), O Que É Isso, Companheiro? (1998), Central do Brasil (1999), Ainda Estou Aqui (2025) e O Agente Secreto (2026).
O Agente Secreto ainda concorreu ainda ao Oscar de melhor ator (Wagner Moura), melhor filme e melhor direção de elenco (Gabriel Domingues).

