
Scott Adams, criador dos quadrinhos Dilbert, morreu nesta terça-feira (13), aos 68 anos. O artista tratava de um câncer de próstata, segundo o g1.
Sua ex-esposa, Shelly Miles, anunciou seu falecimento em um vídeo publicado no X. Ela entrou ao vivo no podcast de Adams, o Real Coffee with Scott Adams, onde o quadrinista dava sua opinião sobre acontecimentos ao redor do mundo. Em seguida, leu uma carta escrita por ele no começo do ano.
Shelly já havia revelado o estado de Adams na segunda-feira (12) ao TMZ. Ele estava em cuidados paliativos e teria apenas alguns dias de vida. O câncer de próstata se espalhou para os ossos no ano passado, deixando-o paraplégico.
Nascido em 1957 em Nova York, Adams criou Dilbert em 1989 para satirizar os absurdos da vida de escritório. A tira em quadrinhos ganhou popularidade ao longo da década de 1990 quando chegou a ser publicada em 2 mil jornais ao redor do mundo. A tira também deu origem a uma série animada de mesmo nome em 1999.
Ele revelou o diagnóstico de câncer logo após o ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden revelar ter a mesma doença em maio do ano passado. Na ocasião, Adams disse: "Eu tenho o mesmo câncer que Joe Biden. Também tenho câncer de próstata que se espalhou para os meus ossos, mas eu o tenho há mais tempo do que ele [...] Espero partir deste mundo em algum momento deste verão."
Ao longo dos 10 últimos anos, Adams passou a elogiar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e colaborou com diversos conservadores em seu podcast. Além disso, questionou publicamente o Holocausto e se opôs à vacina contra a covid-19 durante as eleições de 2020.
Seu quadrinho deixou de ser publicado em jornais dos Estados Unidos em fevereiro de 2023, quando Adams se referiu a pessoas negras como "um grupo de ódio" em um episódio de seu podcast.

