Há 70 anos, as obras de construção da Travessia Régis Bittencourt estavam a pleno vapor, como mostram as imagens que ilustram a coluna de hoje. Já era tempo. Antes, a ligação da Capital com a região sul do Estado era feita por balsas, que partiam de uma plataforma na Vila Assunção. A travessia durava 20 minutos, mas a espera para embarque e desembarque podia levar quase uma hora.
No início da década de 1950, ficou evidente que a operação já não acomodava o fluxo de 600 veículos e mil passageiros por dia. Havia que se pensar em outra opção de transporte.
No total, foram feitas 12 sugestões por cinco empresas diferentes, entre elas, uma ponte lá mesmo na Vila Assunção e um túnel a partir da região central de Porto Alegre. Nem uma coisa, nem outra. Optou-se por uma travessia rodoviária com um conjunto de quatro pontes, com partida na zona norte da cidade, aproveitando os intervalos das ilhas do Guaíba. O projeto foi concebido na Alemanha, em 1954, sendo testado por um laboratório francês.
As obras começaram em 20 de outubro de 1955, com a participação de 3,5 mil trabalhadores. A parte mais complexa foi a construção do vão móvel, amparado por quatro torres de 43 metros de altura, com 58 metros de extensão e peso de 400 toneladas, que se transformou em cartão-postal da Capital.
Inaugurada em 28 de dezembro de 1958, a travessia ganhou o nome de Régis Bittencourt (homenagem ao primeiro diretor do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem). Em 1962, o governador Leonel Brizola tentou mudar para Travessia Getúlio Vargas, mas o governo federal vetou a troca.





