
As hospedagens no litoral gaúcho registram até 95% de ocupação, em média, para o feriado de Carnaval neste ano. Conforme a presidente do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes do Litoral Norte, Ivone Ferraz, o ritmo neste verão foi mais lento em relação ao ano passado.
A entidade, contudo, está confiante de que ao longo desta sexta-feira (13), as redes cheguem a ter lotação máxima:
— Não está aquela procura que a gente gostaria — admite Ivone, explicando que, ainda na quarta-feira (11), a ocupação estava entre 80 e 90%.
A representante do setor, que tem um hotel em Torres, estima que, de modo geral, o público foi 25% menor em relação à temporada passada.
Entre os fatores para esse resultado, estão as condições climáticas e a queda de turistas argentinos, que representam cerca de 5% dos hóspedes nas praias gaúchas.
Na percepção da dirigente, a decisão do presidente da Argentina, Javier Milei, de intervir no câmbio argentino pode ter contribuído para que muitos destes estrangeiros desistissem de passar as férias no Brasil.
— Tivemos uma queda na vinda dos argentinos. Estávamos numa projeção de 1,5 milhão de argentinos. Desses, 20% sempre ficam no litoral. Houve muitos cancelamentos — exemplifica Ferraz.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a entrada de estrangeiros por Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, recuou 33,5% em relação à temporada passada: de 350,6 mil acessos no mesmo período de 2024/2025 para 232,9 mil neste veraneio.
Ainda não foram disponibilizados dados sobre a entrada de argentinos por outras cidades da fronteira do RS.


