
Um dos maiores gargalos do trânsito em Santa Catarina entrou no radar do governo federal. O ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciou nesta quarta-feira (28) o início dos trâmites para as obras no Morro dos Cavalos, em Palhoça, na BR-101. O projeto prevê a construção de dois túneis, com investimento estimado entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, e conclusão prevista para 2029.
Durante o anúncio, Renan Filho explicou que o trecho da BR-101 entre os quilômetros 221 e 244, com aproximadamente 23 quilômetros, deixará de integrar o contrato da Arteris Litoral Sul e passará para a CCR ViaCosteira, concessionária do grupo Motiva que administra o sul catarinense. A transferência será oficializada por meio de aditivos contratuais.
Com a mudança, a praça de pedágio de Paulo Lopes ficará sob gestão da ViaCosteira a partir de agosto de 2026. Segundo o ministro, a troca tem como objetivo assegurar condições contratuais mais vantajosas, já que a empresa pratica tarifas menores. Ele garantiu ainda que não haverá reajuste nos valores cobrados até o início das obras.
A proposta definida para o Morro dos Cavalos, elaborada pelo DNIT, prevê a construção de dois túneis com estrutura preparada para futuras ampliações da BR-101, incluindo a possibilidade de triplicação da rodovia. Segundo o ministro dos Transportes, a obra busca resolver um problema histórico de Santa Catarina.
O cronograma preliminar estima 48 meses de execução, com início das obras em até um ano, aproveitando o licenciamento ambiental já existente. O investimento poderá ser atualizado, e a conclusão está prevista para 2029.
Histórico de acidentes e interdições
A proposta de construção de um túnel no Morro dos Cavalos ganhou destaque após episódios de interdição da BR-101. Recentemente, um caminhão com álcool etílico tombou no km 233, provocando explosão, incêndio em 24 veículos, cinco feridos e bloqueio total da rodovia por 16 horas.
Em abril de 2024, fortes chuvas causaram queda de barreira, abriram crateras na pista e interromperam o tráfego por mais de dois dias. O bloqueio gerou longas filas em rodovias alternativas e atrasos logísticos. Na ocasião, o ministro dos Transportes, Renan Filho, defendeu uma obra que garantisse mais segurança e fluidez no trecho.


