
A condição das praias do Rio Grande do Sul melhorou com relação à última semana. Subiu de 85 para 87 o número de locais próprios para banho no litoral gaúcho, conforme o relatório de balneabilidade divulgado nesta sexta-feira (19) pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).
A melhora da condição da água foi observada em dois pontos que estavam impróprios no relatório do último dia 12 – o primeiro do Programa de Balneabilidade desta temporada de verão:
- Santa Maria, na Região Central - Balneário Passo do Verde - Rio Vacacaí
- Santiago, na Região Central - Balneário Distrito de Ernesto Alves - Rio Jaguarizinho
Dos 96 pontos analisados na extensão do litoral gaúchos, apenas nove estão impróprios para banho. Cinco deles são em Pelotas, no sul do Estado.
- Barra do Ribeiro - Praia da Picada – Lago Guaíba
- Nova Palma - Balneário Atílio Aléssio - Rio Soturno
- Pelotas - Santo Antônio - Rua Bagé
- Pelotas - Totó
- Pelotas - Valverde - Av. Sen. Joaquim A. Assumpção
- Pelotas - Santo Antônio - Rua São José do Norte
- Pelotas - Valverde - Trapiche
- Piratini - Balneário Municipal Klérfim Cardoso - Rio Piratini
- Tapes - Balneário Rebelo
Praias populares como de Capão da Canoa, Cidreira, Balneário Pinhal e Tramandaí, estão todas aptas para receber os banhistas. A lista completa dos locais próprios e impróprios está no site da Fepam.
Programa Balneabilidade
O Programa Balneabilidade, realizado anualmente desde 1979, avalia se os locais estão próprios ou impróprios para banho e é divulgado pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). Neste verão, serão analisados 96 pontos em 45 municípios — três a mais que no ano passado. Os novos locais são a Lagoa Rondinha, em Balneário Pinhal; o Parque Náutico, em Capão da Canoa; e o Balneário Klérfim Cardoso, em Piratini.
Os resultados serão divulgados semanalmente, sempre às sextas-feiras, no site e nas redes sociais da Fepam, além de placas instaladas nos pontos monitorados. O aplicativo do programa deve retomar as atualizações a partir de 19 de dezembro. A operação segue até 27 de fevereiro, com boletins publicados ao longo de 12 semanas.
Como é feito o monitoramento
As coletas começaram em 10 e 11 de novembro. No Litoral Norte e Médio, entre Palmares do Sul (Quintão) e Torres, são 34 pontos de água salgada analisados. As amostras são recolhidas semanalmente pela Gerência Regional do Litoral Norte da Fepam e enviadas para exames microbiológicos no laboratório da fundação, em Porto Alegre. Em outras regiões, incluindo lagoas e balneários do Litoral Sul, o trabalho conta com apoio da Corsan e do Sanep.
Critérios de classificação
A qualidade da água é definida com base na presença da bactéria Escherichia coli, conforme normas do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
Um ponto é considerado impróprio se, em cinco semanas de análise, duas ou mais amostras apresentarem mais de 800 unidades de E.coli, ou se a última coleta superar 2.000 unidades. Em locais como Pelotas, Tapes, Osório, São Lourenço do Sul, Barra do Ribeiro e Arambaré, também é monitorada a concentração de cianobactérias, que não pode ultrapassar 50 mil células.


