
A equipe de guarda-vidas que atuará nas praias gaúchas neste verão teve leve redução em relação à última temporada. Iniciada na segunda-feira (1º), a Operação Verão Total, conta com 930 agentes, distribuídos entre bombeiros militares (500), policiais militares (142) e civis temporários (288).
O número representa 36 agentes a menos do que na temporada anterior — quando 966 profissionais atuaram no litoral. Apesar disso, o Corpo de Bombeiros afirma que não haverá redução na quantidade de postos de salvamento nas praias gaúchas.
Em nota, a corporação classificou a queda no efetivo como “ínfima” e sustentou que ela não impactará o atendimento aos banhistas.
— Nós vamos manter os mesmos números do ano passado, então, todas as guaritas que o ano passado estavam em operação, continuarão operando esse ano — afirmou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, Julimar Fortes Pinheiro, em entrevista à Rádio Gaúcha.
Um dos fatores que explica a redução é o número menor de guarda-vidas civis temporários. Foram 288 habilitados, o que representa 65% das vagas abertas foram preenchidas, de acordo com a corporação. A presença desse grupo vem diminuindo de forma contínua.
Na Operação Verão 2020/21 foram 440 guarda-vidas selecionados. Desde então, a quantidade baixou ano a ano. O presidente da Associação dos Guarda-Vidas Civis do RS, Gustavo Salvatti aponta a questão financeira como principal motivo para a baixa adesão:
— Como a gente é guarda-vidas temporário, trabalhamos só quatro meses, muitos civis vêm do meio do Estado, isso gera gasto. Eles têm que alugar local, eles têm que se alimentar. Se a gente botar na ponta do lápis não é viável. Muitos tiram do próprio bolso para poder vir para a operação.
No final deste ano, foi aprovado um projeto do governo do Estado que reajusta o salário da categoria em 12,5%. Com isso, o valor sobe de R$ 4.240 para R$ 4.770.
Como resultado da redução, Salvatti teme que problemas vistos no verão passado se repitam. Em janeiro deste ano, a reportagem da Zero Hora constatou guaritas que ficaram vazias durante determinados períodos, por não haver efetivo suficiente para cobrir intervalos ou trocas de turno.
— Provavelmente vai acontecer de novo. Naturalmente, eles têm que jogar com esse efetivo. Eles têm que priorizar as guaritas com mais perigo e então, provavelmente, vai ter algumas guaritas que vão ficar desativadas — complementa.
O Corpo de Bombeiros atribui o déficit também à necessidade de manter equipes em todo o Estado durante o período, para garantir o atendimento nas demais regiões. A corporação afirma que um processo seletivo para a contratação de novos soldados de carreira está em andamento, e deve levar a um maior número de militares nos balneários no próximo ano.
Veja a nota dos Bombeiros
O Corpo de Bombeiros Militar informa que a redução dos Guarda-Vidas para a temporada 2025/2026 é ínfima em relação à anterior (cerca de 3,5%).
Essa redução se deve ao fato de não terem sido completadas as vagas para Guarda-Vidas Civis Temporários. Além disso, há a necessidade de manter um efetivo mínimo juntos aos quartéis da Capital e do interior do Estado, a fim de se manterem as rotinas operacionais diuturnas, tanto nas missões de pronta resposta (combate a incêndios, buscas, salvamentos e ações a respostas de desastres climáticos e tecnológicos), assim como nas atividades de prevenção a incêndios.
Estrategicamente e buscando melhorar os atuais números dos Bombeiros Militares empregados como guarda-vidas, o CBMRS está finalizando o processo seletivo de inclusão dos novos soldados de carreira e, já para a próxima operação verão, poderão atuar junto à orla marítima do Estado e também nos balneários de águas abrigadas.
Não haverá redução de postos de guarda-vidas em relação à Operação Verão anterior, pelo que se orienta que os veranistas busquem banhar-se em locais em que haja a efetiva cobertura pelo serviço de salvamento aquático prestado pelo CBMRS.
Toda a população que buscar o Litoral Norte e Sul do RS estará assistida pelo Corpo de Bombeiros Militar junto aos postos de guarda-vidas ativados. Há que se ressaltar a importância de os veranistas terem uma cultura prevencionista, priorizando entrar no mar nos locais em que houver guarda-vidas e nos horários em que o serviço estiver ativo.
