
Florianópolis é um destino bastante conhecido dos gaúchos, mas sempre é possível descobrir algo novo. Afinal, não faltam atrativos na capital catarinense. Durante o dia, a serenidade da areia branca ouvindo o barulho do mar pode dar lugar a um beach club.
A praia tranquila pode ser substituída por uma água mais agitada, em busca de ondas. Só não dá para perder a oportunidade de curtir o verão.
– Nenhuma praia é igual. Cada uma possui o seu mar, o seu charme, a sua beleza. Uma das que eu mais gosto é a Praia Mole, pela sua beleza natural – conta o designer Juliano Guedes.
Ele reconhece que, por ser de mar aberto, sua escolha é um tanto perigosa para o banho, mas o cenário compensa. Natural de Porto Alegre, Guedes e a companheira, Caroline Marchiori, costumam passar longas temporadas em Florianópolis, onde vivem os pais dela.
Agora, o que eles já imaginavam que aconteceria está prestes a se concretizar: o apartamento do casal na capital gaúcha está à venda para que fixem residência na ilha.
Junto à Mole fica a Galheta, outro ponto que ambos adoram. Eles justificam que a preferência se dá, também, por serem praias sem prédios ou casas junto à beira-mar, dando um ar ainda mais natural.
O mesmo ocorre com a Praia da Daniela, que, sem ondas, é propícia a bons banhos, em um cenário emoldurado por montanhas.
– Também destaco a Praia do Forte, cujo caminho se dá por uma via cheia de curvas e de forte aclive. É um mar que parece uma lagoa, de tão parado. E gosto muito de um dos lugares mais charmosos da ilha: Santo Antônio de Lisboa, com o seu famoso pôr do sol, além de restaurantes diferenciados – completa Guedes.
É impossível não se empolgar quando o assunto são as praias da ilha. Além de haver pelo menos uma para cada público, elas também se dão ao luxo de corresponder ao que a pessoa busca no momento.
Destino global

A maioria das praias tem grande oferta de serviços de hospedagem, por isso, a dica para esse período é escolher aquela que vá atender ao objetivo da viagem.
Procure fazer a maior parte da programação ali mesmo ou nas praias próximas, já que o trânsito no verão costuma ser bem congestionado – já entre março e o começo de junho, antes que a temperatura caia, as praias estão mais vazias e os cenários continuam deslumbrantes.
Tanta beleza faz com que cada vez mais estrangeiros descubram os encantos de uma cidade que está ao alcance de Porto Alegre em cerca de seis horas de carro.
Segundo o governo de Santa Catarina, o Estado recebeu mais de 565 mil turistas de outros países entre janeiro e agosto deste ano, um volume 66% maior do que no mesmo período em 2024.
Além de Florianópolis, destinos como Balneário Camboriú, Blumenau e Brusque aparecem na procura dos visitantes.
Juliano Guedes conta que é cada vez mais comum encontrar não apenas viajantes, mas também moradores de outras nacionalidades.
– Desde o ano passado, temos notado uma fortíssima imigração de russos para a ilha. É sabido que muitos europeus e argentinos a escolhem como casa. Um dia desses, encontrei um casal de alemães que fica por aqui durante o inverno no país deles. Há outros que fazem o mesmo, além dos que se mudam em definitivo – conta.
Lugar ao sol
Na hora de curtir a beira-mar, o cardápio é de fato bastante extenso. Quem busca tranquilidade tem em praias como Pântano do Sul e Ribeirão da Ilha boas opções. Ao norte, mesmo estando perto das mais agitadas, a Daniela vai bem.
Embora não seja de mar, a praia da Lagoa do Peri não pode ficar de lado. A água é tão calma quanto pura, tendo recebido a Bandeira Azul, principal distinção internacional no que se refere à gestão sustentável de praias, marinas e embarcações de turismo.
– É perfeito para ir com criança. Abastece todo o sul da ilha na questão da água. A praia da frente é a da Caldeira, que faz parte da Armação, essa, sim, exige cuidado, mas fica bastante vazia – explica o turismólogo Giba Medeiros, da Descubra Floripa.
Para pegar onda, o profissional indica as praias Joaquina, Mole, Campeche e Rio Tavares. Enquanto isso, as que concentram maior número de pessoas, inclusive estrangeiros, são as de Ingleses e Canasvieiras.

Enquanto nessas duas últimas há opções de alimentação mais em conta, pertinho dali está Jurerê Internacional, com seus beach clubs e alta gastronomia, para quem não se preocupa com o preço.
Falando nisso, a Rota Gastronômica do Sol Poente, entre Santo Antônio de Lisboa e Sambaqui, também vale a visita. A primeira tem casas especializadas em artesanato e feiras aos fins de semana, enquanto a segunda conta com rodas de samba que fazem sucesso entre nativos e turistas.
– Acho que cada praia tem, sim, seu perfil. Aconselho pesquisar qual praia ir de acordo com a finalidade desejada – sugere a modelo Lia Scherer.
Nascida em Belém (PA), ela desembarcou há 13 anos na ilha para estudar, aproveitando para realizar o desejo de morar na praia. Seus lugares preferidos são a Lagoinha do Norte, a Barra da Lagoa e Moçambique.

A primeira, pela água cristalina e de temperatura agradável, além do ambiente familiar e a possibilidade de levar pet.
A segunda, além das mesmas condições de banho, agrega bons restaurantes, trilhas de piscinas naturais e escola de surfe para quem quiser se aventurar.
Já a última é bem deserta e reservada, sem muito movimento e nenhuma estrutura, mais frequentada por surfistas e por quem busca tranquilidade.
– Meu dia perfeito na praia é com amigos, família, sol, calor, água clarinha, cerveja gelada, musiquinha boa e petisco gostoso – comenta Lia, que costuma ir acompanhada do marido, Venilton Costa Filho, Primeiro Oficial de Náutica.
Cultura e boemia
Além das praias do norte da ilha, quem gosta de curtir a noite também encontra no centro, no meio de tudo, bares interessantes.
Giba sugere o Balbúrdia, de onde é possível ver a ponte Hercílio Luz toda iluminada, e o Armazém Rita Maria, com viés histórico, em local onde funcionava um armazém de farinha e hoje abriga praticamente um complexo cultural.
Quem gosta de história também vai gostar da Praia do Forte, de onde a ilha era defendida em épocas passadas. Além da questão cultural, quiosques na beira e ondas que chegam laterais, em razão da geografia local, dão um charme especial ao lugar.
São tantas opções que, caso o clima não colabore, museus como o da Escola Catarinense e o do Sesc Florianópolis – que conta de maneira imersiva a história da cidade – ajudam a se distrair.
Por tudo isso, Florianópolis e suas praias são um destino inquestionável. Com planejamento, é possível curtir o verão do jeito que cada um prefere.



