A gaúcha Tielen Müller, conhecida como Titi Müller, é uma das apresentadoras mais conhecidas do país. Revelada pela MTV Brasil, onde comandou programas como o Acesso MTV e o MTV Sem Vergonha, ela ficou nacionalmente conhecida à frente do Anota Aí, cobrindo festivais de música pelo mundo. Hoje, apresenta o Som dos Oceanos, aos domingos, na Band. Nesta semana, ela foi a convidada do RivoTalks, programa de entrevistas de GZH e Rivonews.
Na conversa, Titi passou por temas como sua relação com o corpo e a fama, a maternidade, a bissexualidade, a política brasileira e os aprendizados que carrega desde os tempos de MTV, com o bom humor que marca sua trajetória. Questionada sobre extremismo político, Titi não poupou críticas ao bolsonarismo.
— Acredito que a extrema direita hoje, mais especificamente o bolsonarismo, é a maior seita do mundo. Não gostaria de ser tão generalista assim, mas se comporta como seita. Reza pra pneu, coloca o celular na testa — afirmou.
Ao comentar os deslizes que já cometeu ao vivo, Titi rejeita a cobrança por perfeição imposta a figuras públicas e diz que muitos comentários feitos ao longo da carreira foram inadequados. Mesmo assim, faz questão de destacar que o maior ódio que recebe vem do campo conservador.
— Dentro do campo progressista, eu nunca tive um cancelamento — disse ela.

Ao longo da entrevista, a gaúcha de Porto Alegre também falou sobre a infância no Rio Grande do Sul e como o relacionamento com Lívia Lobato alterou a forma com que lida com o próprio corpo.
Mãe do pequeno Benjamin, Titi comentou a dificuldade de mulheres serem ouvidas ao denunciar violência e diz viver uma fase mais tranquila da sua vida:
— Eu estou mais de boa, na real. Já realizei todos os meus sonhos, então eu estou meio que me 'despermitindo' um pouco, me permitindo mais ficar em casa.



