
Candidatas buscam vencer concursos de soberanas no interior do Rio Grande do Sul por diversas motivações, entre elas contribuir para o fortalecimento da imagem dos municípios e responsabilidade social.
Há aquelas que visam a valorização de costumes locais e o desenvolvimento profissional gerado com o posto. Em geral, rainhas e princesas são escolhidas por prefeituras e festas regionais como porta-vozes.
Elas participam de provas escritas, avaliação de comportamento e por um desfile público. Se venceram, exercem o reinado por um período de até quatro anos.
Zero Hora enviou a seguinte pergunta a jovens que participaram de concursos no Estado, mas que ainda aguardavam a definição: "Por que você quer ser soberana?”".
Soberanas do RS
Veja abaixo as respostas enviadas:
Fabíulla Oliveira da Rosa, 17 anos, Garruchos, na Região Nordeste

Decidi me inscrever no concurso de soberana, pois admiro muito essa cidade em que cresci. Garruchos é rico em beleza e acolhimento, além de carregar tamanhas histórias e tradições.
Acredito nas suas potencialidades em evoluir e em ser reconhecido por outras pessoas e comunidades. Minha motivação nasce do carinho que tenho pela cidade e do desejo de representá-la com responsabilidade, respeito e dedicação em todos os espaços onde eu estiver.
Ser soberana, para mim, vai muito além de um título, busco valorizar Garruchos com orgulho, oferecendo visibilidade e representabilidade. Caso eu conquiste esse título, tenho a certeza que ele terá um impacto muito positivo na minha vida, tanto no crescimento pessoal quanto na responsabilidade social. Irei acrescentar e fortalecer a imagem de nossa cidade e do nosso povo!
Emili Taíssa Angne, 21 anos, Santa Clara do Sul, no Vale do Taquari

Quero ser soberana com o objetivo de representar, com responsabilidade e orgulho, o povo e a cultura de Santa Clara do Sul. Acredito que o título vai muito além da beleza, ele carrega a missão de valorizar nossa história, tradições, eventos e tudo aquilo que constrói a identidade do município.
Desde a última escolha de soberanas, passei a olhar o concurso de forma mais atenta, compreendendo a responsabilidade de quem carrega essa faixa e a relevância dessa representatividade para a comunidade.
Em caso de vitória, meu propósito será levar comigo a voz do povo santa-clarense em cada compromisso e em cada município onde a Corte estiver representando, promovendo nossa cidade e a força da nossa festa, a Santa Flor. Será uma honra reforçar, com orgulho, o quanto é especial pertencer a Santa Clara do Sul.
Sabrina Mendes, 22 anos, Protásio Alves, na Serra

Desde pequena, assim que me mudei pra cá, via cada uma das cortes que passaram aqui do município e pensava "um dia quero fazer parte disso", e aí começou o sonho de me tornar soberana do lugar que me acolheu, lugar de gente séria e trabalhadora, lugar onde eu tanto aprendi.
Para mim, me tornar soberana será um desafio, estarei me desafiando em vários aspectos, tanto pessoal quanto profissional, pois exigirá de mim grande dedicação, para que eu possa ser a melhor possível na representação da nossa Pérola da Serra Gaúcha, levando comigo um pouquinho dos costumes e tradições para cada lugar onde eu passar, mas sei que será algo único, de grande aprendizado e do mesmo jeito que me inspirei no passado, quero poder inspirar as próximas gerações de soberanas que virão.
Luize Fassbinder, 24 anos, Igrejinha, no Vale do Paranhana

Desejo ser soberana para poder levar adiante as nossas tradições e mostrar para todos que encontrarmos como é bela a cultura germânica, valorizando tudo aquilo que move a nossa amada festa – o espírito solidário e voluntário – a alegria que toma a cidade em cada nova edição e a união do povo Igrejinhense, honrando todos que já passaram por aqui e mantendo viva a chama da tradição.
Venho assistindo, ano após ano, à escolha da corte que representará essa festa, e senti, cada vez mais forte, o chamado para me juntar a elas. Vinda de uma família com raízes alemãs, conquistar esse título seria a realização de um sonho e de um propósito, o de representar essa linda festa e levar para todas as pessoas a representação dela em sua essência.
Além de representar uma transformação pessoal, esse momento é, pra mim, um ato de coragem, que impactará significativamente minha caminhada como Igrejinhense e entusiasta da nossa querida Oktoberfest de Igrejinha.







