
O novo Relatório Mundial da Felicidade (World Happiness Report), produzido por um consórcio internacional de pesquisadores e instituições, saiu nesta quinta-feira (19) e atualizou a posição de alguns países no ranking, incluindo o Brasil.
O levantamento analisa mais de 130 países a partir de indicadores como renda, apoio social, expectativa de vida, percepção de corrupção e liberdade. No total, 79 países apresentaram aumento de felicidade desde 2006.
A Finlândia permaneceu com o 1° lugar. O ranking é dominado por nações nórdicas, mas este ano revelou uma queda do bem-estar dos jovens em países ricos. No entanto, o Brasil continua distante do topo e ocupa o 32° lugar. O país da América do Sul melhor posicionado é o Uruguai, uma colocação a frente do Brasil, em 31°.
Quais foram os países mais felizes do mundo em 2026?
Os primeiros dez lugares do ranking são marcados pela forte presença de países nórdicos. No entanto, a surpresa deste ano foi a Costa Rica na quarta posição, evidenciando que a felicidade dos habitantes não depende apenas da renda de cada nação.
Veja o top 10 dos países mais felizes
Por que a Finlândia no 1° lugar?
De acordo com Laura Linderman, diretora sênior na Work in Finland da Business Finland, em entrevista à revista Exame, o fato de a Finlândia conservar o topo do ranking é resultado de um trabalho contínuo.
"Confiança entre pessoas e instituições, serviços públicos acessíveis, equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, igualdade de oportunidades e uma relação próxima com a natureza fazem parte desse processo", disse.
Na Finlândia, um dos pilares para a valorização da sociedade é o reconhecimento da mulher no mercado de trabalho, com a licença parental igualitária, por exemplo.
Laura acredita que "sociedades mais igualitárias são também mais inovadoras e resilientes". Segundo ela, "quando igualdade, previsibilidade e bem-estar deixam de ser exceção e passam a ser regra, criamos bases sólidas para o desenvolvimento sustentável das pessoas, das empresas e do país".
Bem-estar dos jovens mudou
Conforme o relatório, é possível observar que, nos Estados Unidos, Canadá, Europa Ocidental e Austrália, os jovens estão mais insatisfeitos com a vida do que estavam 15 anos atrás. Em alguns casos, seus níveis de bem-estar estavam inferiores aos de adultos mais velhos.
No entanto, em outras regiões como a América Latina, o cenário é outro: o bem-estar dos jovens se manteve estável e cresceu, enquanto as emoções positivas ainda predominam.
O relatório ainda destaca a influência das redes sociais no bem-estar. Porém, as redes não são o único motivo que explica a insatisfação dos jovens. A queda na confiança social, mudança nas relações interpessoais, transformações econômicas e a queda na sensação de pertencimento auxiliam a explicar a situação atual.

