
Celebrado em 14 de fevereiro em diversos países, o Dia de São Valentim (Valentine’s Day, o dia dos namorados) tornou-se um símbolo do amor romântico, marcado pela troca de cartões, flores, chocolates e presentes que expressam afeto entre casais.
No Brasil, porém, a data é comemorada em 12 de junho. A escolha, diferente do calendário internacional, surgiu por motivos comerciais e acabou se consolidando como tradição no país.
Os detalhes da história
A comemoração está associada ao santo que lhe dá nome. Acredita-se que São Valentim tenha vivido no século III, na Roma Antiga, e diversas lendas narram sua história como padroeiro dos apaixonados.
A versão mais conhecida conta que ele era um sacerdote que realizava casamentos em segredo durante o governo do imperador Cláudio II.
O imperador teria proibido as uniões por acreditar que homens solteiros eram soldados mais fortes e dedicados, especialmente após sucessivas derrotas militares.
Valentim, contrariando a ordem, continuou celebrando matrimônios entre jovens enamorados. Quando suas ações foram descobertas, ele acabou preso e condenado à morte.
Segundo a tradição, enquanto esteve preso, Valentim teria criado laços de amizade com Júlia, filha do carcereiro, e milagrosamente curado a jovem de uma cegueira crônica.
A narrativa conta que ele foi decapitado em 14 de fevereiro. Antes da execução, ele teria deixado para Júlia uma mensagem assinada "De seu Valentim", gesto que muitos consideram o precursor dos cartões trocados na data.
Há ainda a hipótese de que existiram dois mártires com o mesmo nome, um em Roma e outro em Terni, contemporâneos e igualmente perseguidos por celebrarem casamentos proibidos.
A tradição mais difundida, contudo, refere-se ao santo romano, a quem são atribuídos restos mortais encontrados em escavações de uma catacumba da cidade e hoje expostos na Basílica de Santa Maria em Cosmedin.
Raízes pagãs
Há indícios de que a origem do Dia de São Valentim seja ainda mais antiga que a história do sacerdote Valentim.
Por volta do século VI, os romanos celebravam a Lupercália, um festival pagão realizado em meados de fevereiro para exaltar a fertilidade, a saúde e a renovação da vida.
A festa incluía rituais conduzidos por sacerdotes, com sacrifícios de animais e símbolos ligados à purificação e à fecundidade, especialmente associados às mulheres.
A celebração estava ligada às tradições fundadoras de Roma e à lenda da loba que teria amamentado Rômulo e Remo.
No século V, porém, a Igreja decidiu substituir o festival pagão: o Papa Gelásio I proibiu a Lupercália, canonizou Valentim e instituiu o 14 de fevereiro como uma data cristã dedicada à memória do mártir e à ideia de amor.



