
A Mocidade Alegre é a campeã do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo de 2026. A apuração ocorreu na tarde desta terça-feira (17), no Sambódromo do Anhembi, na zona norte da capital paulista. Este é o 13º título da escola.
A vitória veio após uma disputa acirrada contra a Gaviões da Fiel e a Dragões da Real. A pontuação da campeã foi de 269.8 pontos. A Gaviões, vice-campeã, ficou com 269.7 pontos. A Dragões, terceira colocada, teve 269.6 pontos.
A Mocidade levou o enredo Malunga Léa - Rapsódia de uma Deusa Negra para a avenida.
Foram avaliados os quesitos: evolução, samba-enredo, bateria, enredo, mestre-sala e porta-bandeira, alegoria, comissão de frente, harmonia e fantasia.
Assim como nos últimos anos, cada quesito foi avaliado por quatro jurados. A nota mais baixa foi descartada.
Com o 13º título, a Mocidade Alegre se aproxima da Vai-Vai, a recordista do Carnaval de São Paulo, que tem 15 taças.
O enredo
A Mocidade Alegre homenageou a atriz Léa Garcia, que faleceu em 2023, com o enredo Malunga Léa - Rapsódia de uma Deusa Negra, abrindo o desfile com a comissão de frente que trouxe Thelma Assis no papel da artista e Fred Nicácio como Abdias Nascimento.
O desfile fez referência a alguns dos principais trabalhos de Léa, como a a novela clássica Escrava Isaura, lançada pela Globo em 1976. Também foram citadas outras obras com a participação da atriz no cinema, como o filme Orfeu Negro, de 1959.
Com forte referência à ancestralidade africana, a escola apresentou alegorias grandiosas e encerrou sob pressão do tempo, acelerando a evolução para concluir dentro do limite, após um desfile marcado por religiosidade e pela presença simbólica de Iemanjá.
Rebaixadas
A Rosas de Ouro, campeã do Carnaval paulista de 2025, foi rebaixada. A escola foi penalizada e entrou no Sambódromo com meio ponto a menos. A Rosas conseguiu apenas 268,4 pontos, o que a levou para o Grupo de Acesso. A Águia de Ouro, com 268,2 pontos, também foi rebaixada.



