
O número de nascidos vivos caiu 7,7% entre 2023 e 2024 no Rio Grande do Sul, atingindo o menor patamar em números absolutos desde 2003. Já o montante de óbitos da população geral subiu 7,6% no mesmo período.
Nascidos vivos
- 2023: 121.451
- 2024: 112.089
Óbitos
- 2023: 92.981
- 2024: 100.081
Os dados são da Pesquisa Estatísticas do Registro Civil 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (10).
O trabalho reúne informações de nascimentos, casamentos civis, óbitos, óbitos fetais e divórcios no país.
População gaúcha está reduzindo
A comparação dos registros de nascidos vivos e óbitos indica ter havido um saldo de 12.008 pessoas no Estado em 2024, o segundo menor patamar desde 2003, atrás apenas de 2021 (7.389).
Desde 2003, o número absoluto anual de nascidos vivos encolheu 27,4%, enquanto o de mortes aumentou 42%. Já o saldo entre os dois indicadores caiu 85,7% (de 84.084 para 12.008) no período.
Primeiro: o trabalho indica que, em 2024, 112.089 crianças foram registradas nos municípios gaúchos, 51% delas eram meninos e 49% meninas.
Segundo: foram registrados 100.081 óbitos na população gaúcha em 2024, a terceira maior marca no período:
- 89,6% ocorreu por causas naturais
- 5,7% por causas não naturais
- 4,5% por motivos ignorados
No Brasil
O país teve 2.376.901 nascimentos em 2024, uma queda de 5,8% em relação a 2023. É o sexto ano consecutivo de redução na natalidade.
Na comparação com 2023, houve queda em todas regiões, especialmente nas Regiões Sudeste (-6,3%) e Norte (-6,2%), e, da mesma forma, em todos Estados:
- Acre -8,7%
- Rondônia -8,6%
- Piauí -8,2%
Com menores reduções percentuais:
- Paraíba -1,9%
- Alagoas -2,4%
- Goiás -3%
No ano passado, foram efetuados 1.516.381 registros de óbitos em cartórios no Brasil, aumento de 4,6%, o que significa um acréscimo de 65.811 registros em relação a 2023.
Do total, 90,9% das mortes foram classificadas como por causas naturais, 6,9%, por causas externas, em 2,2% delas, não foi possível obter a natureza.
As maiores elevações foram observadas nas regiões Sul (7,4%); Centro-Oeste (6,2%); Sudeste (4,0%); e Nordeste (3,8%). A Região Norte, por sua vez, registrou o menor aumento relativo, com acréscimo de 3,2%.
Os três Estados que apresentaram as maiores variações percentuais no número de óbitos, entre os anos analisados, foram Distrito Federal (11,6%), Rio Grande do Sul (7,6%), Santa Catarina e Goiás (ambas com 7,5%) e Paraná (7%).



