
O médico e professor aposentado Yukio Moriguchi, conhecido como o pai da geriatria na América Latina, morreu neste domingo (9), aos 99 anos, em Porto Alegre. A causa da morte e as informações sobre o velório ainda não foram divulgadas pela família.
Natural de Tóquio, no Japão, Moriguchi formou-se em Medicina pela Keio University em 1948 e concluiu doutorado na Universidade de Milão, na Itália, em 1957.
Antes de se mudar para o Brasil, atuou como conselheiro médico do papa Paulo VI na década de 1960 e foi professor de geriatria na Universidade de Seisen, além de diretor-médico do Hospital Sakuramachi, ambos na capital japonesa.
Em 1971, chegou ao Brasil e fixou residência na capital gaúcha, cidade que adotou como lar.
Dois anos depois, implantou a disciplina de Geriatria na Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRA), onde lecionou até os 89 anos. No mesmo período, fundou o Instituto de Geriatria e Gerontologia (IGG) da instituição de ensino, espaço que consolidou sua atuação na pesquisa e no ensino sobre envelhecimento saudável.
Durante mais de seis décadas dedicadas à Medicina, conquistou reconhecimento internacional e recebeu do Imperador do Japão a Comenda do Serviço Médico Humanitário, em agradecimento ao trabalho voltado ao cuidado com o ser humano e à formação de profissionais da saúde.
Sua trajetória é retratada no livro Yukio Moriguchi: Segredos de Longevidade e Fé do Pai da Geriatria na América Latina, das jornalistas Ana Paula Acauan e Magda Achutti.
Em entrevista à Zero Hora em 2021, o médico resumiu o segredo de uma vida longa em três pilares: repouso, alimentação equilibrada e exercício físico. Recomendava dormir oito horas por noite, evitar o excesso de gordura animal, sal e açúcar, e se exercitar pelo menos uma hora por dia.
O especialista foi casado por 68 anos com Lia Moriguchi. Além da esposa, deixa quatro filhos, nove netos e quatro bisnetos.



