
O litoral gaúcho vibra com as emoções de mais uma edição do Planeta Atlântida. Encerrando sua programação neste sábado (31), o festival marca a celebração de três décadas de história no Grande do Sul. Criado em 1996 como uma homenagem à rádio Atlântida FM, o evento consolida-se ao longo dos anos como o maior festival de música do Sul do Brasil.
Sétima cidade mais populosa do litoral gaúcho, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022, Xangri-lá (município onde está localizada a praia de Atlântida) recebe milhares de turistas durante o verão, especialmente no final de semana em que ocorre o festival. Essa sazonalidade impulsionou, ao longo das últimas três décadas, transformações significativas no espaço urbano da cidade.
O arquiteto e professor da Escola Politécnica da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Rafael Brener, recorda como era o período de veraneio em Xangri-lá antes da criação do Planeta Atlântida. Ao comparar a cidade de então com a atual, ele avalia que o festival exerce grande importância tanto do ponto de vista urbanístico quanto de visibilidade nacional.
— O festival já começou com um grande porte. Lembro que, na época da primeira edição do Planeta Atlântida, a Saba era considerada distante do centro da cidade. Se pensarmos no trajeto, o simples fato de caminhar do centrinho em direção ao local do evento já evidenciava isso. O festival ocorria em uma área que poderíamos chamar de entrada, vinda do lado do mar, mas ainda afastada dos núcleos urbanos conhecidos na época — relembra.
Segundo o professor, a vida noturna da cidade já se concentrava nessa região em Atlântida mesmo antes do Planeta, o que tornava o local um polo de atração para veranistas de outras praias. Ao observar as transformações das últimas três décadas, ele destaca que esse movimento veio acompanhado de uma intensa expansão urbana, com o balneário de Atlântida avançando para o oeste da avenida central, em direção ao continente.
— Essa expansão dos últimos 30 anos é o grande reflexo dessa mudança. E isso não apenas em Atlântida; em todo o Litoral Norte houve esse movimento de crescimento em direção ao continente — ressalta Brener.
Caminho dos festivais
Os festivais de música têm movimentado cada vez mais a economia brasileira. No Rio Grande do Sul, segundo pesquisa realizada pela PUCRS Consulting (serviço da universidade que conecta conhecimento acadêmico, inovação e pesquisa a organizações públicas e privadas), o impacto econômico do Planeta Atlântida em 2025 foi R$ 130 milhões. Além de gerar empregos diretos e indiretos, o evento também se consolida como um espaço de conexões entre marcas locais e nacionais.
A 99 – aplicativo de mobilidade que atende mais 3,3 mil cidades – é uma das patrocinadoras do Planeta Atlântida em 2026. A presença da marca em um momento tão simbólico para os gaúchos integra uma estratégia que valoriza conexões genuínas com o público e busca inserir a empresa na cultura dos territórios onde atua.
A Chief Marketing Officer (CMO) da 99, Ana Verroni, explica que, nos últimos anos, a empresa ampliou de forma consistente seus investimentos em ações ligadas ao entretenimento, à cultura e a grandes eventos, reforçando sua conexão com o cotidiano e o lado emocional dos brasileiros. Segundo Ana, festivais como o Planeta são espaços legítimos de construção de marca, nos quais tecnologia, cultura e experiência se encontram de forma natural e conectada à vida real.
— No Rio Grande do Sul, especialmente em Porto Alegre e no Litoral Norte, essa estratégia se traduz em uma presença cada vez mais próxima dos eventos que fazem parte da identidade cultural da região. A partir da escuta ativa do público local e da compreensão de como as pessoas se deslocam para viver grandes experiências culturais, a 99 busca adaptar sua atuação para estar onde a cidade pulsa, conectando mobilidade, entretenimento e território de forma genuína e alinhada ao estilo de vida gaúcho — ressalta.
Em eventos de grande porte como festivais, o transporte deixou de ser apenas um meio de chegada e passou a integrar a experiência como um todo. Ana explica que essa mudança de comportamento é acompanhada de perto pela 99 por meio de escuta ativa e do uso de dados em tempo real. Essas informações são transformadas em inteligência para orientar decisões estratégicas, como o lançamento de novas categorias, campanhas mais relevantes, promoções personalizadas e melhorias contínuas na usabilidade da plataforma.
— Esse modelo dinâmico permite que a marca teste, ajuste e evolua constantemente sua comunicação e suas soluções, garantindo que cada ação seja significativa, contextual e alinhada à realidade de um público diverso, regionalizado e em constante transformação — complementa a executiva.
Caminhos para mobilidade
A mobilidade em um país de grande diversidade territorial como o Brasil exige estratégias capazes de atender às particularidades de cada região, não apenas do ponto de vista geográfico, mas também urbano, cultural e comportamental. Em cidades litorâneas e turísticas, como Xangri-Lá, essas diferenças ficam ainda mais evidentes ao longo do ano.
Para Ana Verroni, o futuro da mobilidade nesses territórios passa, necessariamente, pela capacidade de entender essas mudanças de ritmo e comportamento e responder a elas de forma personalizada.
— Mais do que oferecer deslocamentos, o papel da 99 é apoiar o funcionamento da cidade quando ela assume novas dinâmicas, contribuindo para uma experiência mais organizada, previsível e alinhada ao modo como as pessoas vivem, circulam e ocupam esses espaços em períodos de maior movimento e eventos sazonais — destaca.
Sustentabilidade para o planeta
A mobilidade sustentável também move o futuro da 99. Nesse contexto, o aplicativo enxerga a mobilidade como um serviço acessível por meio da tecnologia, com operações cada vez mais seguras e sustentáveis. Segundo Ana, em cenários urbanos, a plataforma complementa o transporte público e contribui para a redução das desigualdades de acesso. No caso do 99Moto, por exemplo, uma em cada três viagens no país começa ou termina em comunidades, ajudando a conectar periferias a oportunidades de trabalho, estudo, saúde e lazer.
— Para acelerar essa transição, a 99 fundou e lidera a Aliança pela Mobilidade Sustentável, uma coalizão de 31 empresas que já investiu mais de R$ 410 milhões em eletromobilidade, viabilizando cerca de 212 mil veículos eletrificados – o que representa 37% da frota eletrificada do país – e cinco mil dos 16 mil pontos de recarga existentes no Brasil. Em um cenário de transformação social, econômica e ambiental tão acelerada, a visão da 99 é clara: usar tecnologia, dados e parcerias público-privadas para tornar a mobilidade mais inteligente, acessível, segura e muito mais limpa — finaliza a CMO.






