
A situação econômica, as altas taxas de juros e a elevada inadimplência não impediram o crescimento da produção e venda de veículos no país em 2025.
O Brasil manteve a oitava posição global de fabricantes e sexta em mercado. O melhor resultado foi da exportação com salto de 32%.
A produção de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus cresceu 3,5% na comparação com 2024 com 2.644.054 . A venda aumentou pelo terceiro ano consecutivo com 2.689.634 registros, mais 2,1%. A exportação saltou 32,1% com 528.827 unidades.
Usados e seminovos

O total de veículos vendidos no Brasil em 2025 superou 21,2 milhões de unidades. O segmento de veículos usados e seminovos teve o recorde 18,5 milhões de unidades e o salto de 17,3% sobre 2025. O crescimento dos usados e seminovos foi impulsionado pela alta inflação, juros elevados e a necessidade de alternativas mais acessíveis.
Crescimento discreto

A produção de 2.644.054 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus aumentou 3,5% na comparação com 2024. Os automóveis e comerciais leves cresceram 4,5% com 2.491.747 unidades. Apenas automóveis foram 1.940.031, crescimento de 4,8%, e comerciais leves, 501.716, mais 3,3%.
O segmento de caminhões despencou 12,1% com 124.116 unidades. O setor de ônibus aumentou 1,6% com 28.191.
Abaixo da previsão

A venda de veículos cresceu 2,1% na comparação com 2025 com 2.689.634 unidades. Foram 2.552.201 automóveis e comerciais leves, mais 2,6%. Apenas automóveis foram 1.997.264 registros, mais 2,5 e comerciais leves 554.937, mais 3%.
A venda de caminhões caiu 9,2% com 113.479 registros. O segmento de ônibus teve 23.954 emplacamentos, mais 6,8%.
Recorde de embarques

A Argentina manteve a posição histórica de principal destino das exportações brasileiras. O embarque de veículos para a Argentina saltou 85,6% com 302.572 veículos.
Depois de crescer 51% em 2023 na comparação com o ano anterior e cair 25% em 2024, a exportação para o México despencou novamente com 79.228 unidades, menos 16,5%. A Colômbia foi o terceiro mercado com 42.207 veículos, mais 19,5%.
Em 2025 foram embarcados 528.827 veículos, salto de 32,1% na comparação com o ano anterior. Foram 495.391 automóveis e comerciais leves, mais 51,2%, dois quais 400.419 automóveis (34,8%) e 94.972 comerciais leves (mais 18%). Em valores, foram U$ 13,584 bilhões, mais 23,2% em relação a 2025.
Dezembro de 2025 fechou com o estoque de 351,9 mil veículos, dos quais 204,3 mil importados e 147,6 mil nacionais. O volume corresponde a 37 dias, sendo 19 nacionais e 117 importados.
Avanço chinês

A entrada de veículos estrangeiros subiu 6,6% puxada pelos veículos de países sem acordo de livre comércio com o Brasil. Pela primeira vez, a China passou o México e países do Mercosul com 37,6% dos carros importados emplacados no Brasil em 2025.
As importações fecharam 2025 como o maior volume nos últimos 10 anos. Foram 497.765 unidades, mais 6,7% impulsionados pela entrada maciça de eletrificados, em especial da China.
China x argentina

O principal desembarque foi da Argentina com 200.335 veículos e queda de 10,8%. A participação da China continuou crescente com 187.327 e salto de 56,6% na comparação com o ano anterior. O México participou com 31.718, menos 28,7%.
O presidente da Anfavea, Igor Calvet espera a redução do fluxo de entrada de modelos eletrificados importados ao longo de 2026. Decorrência do início da produção nacional de veículos híbridos e elétricos em diversas fábricas instaladas no país, o fim dos incentivos à importação de kits para SKD e CKD e a recomposição da alíquota do Imposto de Importação, prevista para julho.
A entidade dos fabricantes estima para este ano um comportamento semelhante ao do segundo semestre de 2025, com crescimento discreto provocado pela elevada da taxa Selic e a persistência de tensões geopolíticas.





