
A Great Wall Motors inaugura fábrica e começa produção de veículos no Brasil. Unidade, a primeira nas Américas e terceira fora da China, produzirá picape e utilitários esportivos. Os primeiros veículos montados no país pela GWM serão, além do híbrido Haval H6, atualmente importado, o utilitário esportivo Haval H9 e a picape média Poer turbodiesel que compartilharão a mesma plataforma.
Um Haval H6 GT branco, o primeiro veículo montado pela GWM na planta de Iracemápolis (SP), recebeu o adesivo fabricado no Brasil. O presidente da República, Luiz Inácio Lula de Silva, e os presidentes da GWM global, Mu Feng, e da GWM Internacional, Parker Shi, entre outras autoridades e executivos da montadora chinesa participaram do evento.
Investimentos e produção
A GWM investiu R$ 4 bilhões na planta localizada no antigo complexo da Mercedes-Benz, em Iracemápolis. Na área de 1,2 milhão de metros quadrados, dos quais 94 mil de área construída, a capacidade de produção é de 50 mil veículos por ano em turno único. O segundo turno deverá ocorrer em 2026.

Os 600 trabalhadores atuais deverão gerar até o final do ano cerca de 1.000 empregos diretos. No futuro chegarão a mais de 2.000 vagas, quando começar a exportação de veículos para a América Latina.
Montagem nacional

A operação brasileira terá montagem local e peças importadas da China. Seguirá o sistema peça por peça (part by part), processo mais complexo que o SKD e o CKD tradicional, que conta com conteúdo nacional já no primeiro ano, incluindo pintura para 100% dos veículos produzidos no país e incorporação de componentes de fornecedores nacionais.

A estrutura conta com áreas de soldagem, linhas de pintura robotizada e de montagem, sistemas de fornecimento de energia e equipamentos, suprimentos e logística.
Componentes como pneus, vidros, rodas, bancos e chicotes elétricos serão nacionalizados gradualmente com a proposta de chegar ar 60% de nacionalização nos próximos anos. Das mais de 110 empresas cadastradas, a GWM já homologou 18 fornecedores locais, como Basf, Bosch, Continental, Dupont e Goodyear.

Atualmente, a GWM Brasil tem mais de 110 empresas cadastradas interessadas em fornecer componentes, das quais 18 já são fornecedores que estão participando da produção e desenvolvimento dos primeiros veículos, caso de empresas.
Pesquisa e desenvolvimento

A criação do primeiro Centro de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) da GWM na América do Sul foi anunciado durante o evento. Localizado no complexo de Iracemápolis, o centro atuará no desenvolvimento e testes de produtos locais, com foco em tecnologia flex e na adaptação de veículos globais às condições de rodagem brasileiras e às preferências do consumidor.
A GWM pretende investir no país R$ 10 bilhões em dez anos. Na primeira fase, que vai até 2026, são R$ 4 bilhões. Na etapa seguinte, entre 2027 e 2032, serão mais R$ 6 bilhões na criação de empregos, nacionalização de peças e desenvolvimento de novos produtos.

Durante a inauguração da fábrica, a GWM mostrou todos os seus veículos com as tecnologias multienergia como o primeiro caminhão movido a hidrogênio, maquete do barco a hidrogênio e a moto tecnológica de oito cilindros SOUO S2000 GL.


