Sete em cada dez brasileiros com 60 anos ou mais já usam a internet — 69%, contra 44,8% em 2019 — e 78% têm celular para uso pessoal, segundo o módulo de Tecnologia da Informação e Comunicação da Pnad Contínua, do IBGE, divulgado em 2025 com dados de 2024.
É o grupo que mais avançou em conectividade no período, e também o que mais tem dificuldades para acompanhar as inovações. Foi para esse público que os engenheiros eletricistas Maria Helena Cabral e Tarcísio Cabral, aposentados do setor elétrico, criaram o 60Demais, projeto que ensina pessoas com mais de 60 anos a usar o celular com autonomia e segurança.
Começou na pandemia, com vídeos no YouTube, com assuntos como "recuperar a senha do e-mail". Hoje, o projeto tem mais de 750 mil seguidores no Instagram, com lives duas vezes por semana e uma fila de espera com mais de 200 pessoas para entrar nas turmas.
O casal sustenta que o obstáculo principal não é a tecnologia, e sim o medo — de "mexer e estragar", de cair em golpes, do constrangimento diante dos filhos e netos.
O conhecimento é o antídoto do medo. É claro que você não vai fazer as coisas na base da tentativa e erro, se expondo a riscos desnecessários. Mas você também não pode ficar preso ao medo paralisante
TARCÍSIO CABRAL
60Demais
Radar de Inovação
Confira a entrevista completa
Como surgiu o projeto 60Demais?
Maria Helena: Nós começamos na pandemia, gravando os primeiros conteúdos para o YouTube, e vimos que muita gente perguntava como fazer isso ou aquilo no celular. O isolamento trouxe uma necessidade ainda maior de usar o recurso que estava à mão, que era o celular de cada um. E muita gente não sabia usar quase nada. Um dos primeiros conteúdos que fizemos nessa época foi como recuperar a senha do e-mail, porque a gente via que era uma dor muito grande das pessoas. Elas diziam: "E aí, meu e-mail, como é que eu acesso? Como é que eu entro no aplicativo e ele vai pedir para confirmar no e-mail? E aí, como é essa senha?" Então começamos assim. E, dali para frente, nós também fomos nos capacitando.
Tarcísio: É importante dar o primeiro passo. Muita gente não dá o primeiro passo no uso do celular com autonomia porque não tem uma boa motivação. E, na época da pandemia, todos nós tivemos uma excelente motivação, que foi o isolamento social. Todo mundo preso em casa: como é que ia se comunicar com o meio externo? Foi aí que nós descobrimos que teríamos de fazer cursos para nos capacitar no uso da tecnologia de transmitir voz e imagem pela internet. Na época, a gente nem sabia que o termo se chamava videoconferência. Nem se sonhava em ter telemedicina, que se popularizou tanto. Então demos o primeiro passo de reconhecer que precisávamos aprender, apesar de sermos profissionais com curso superior. A Maria Helena é engenheira eletricista e eu também sou engenheiro eletricista. Porém, essa competência profissional não nos socorreu na hora em que a gente precisou usar o celular para fazer uma videoconferência. Hoje a gente vê que tudo está centralizado no digital: plano de saúde, carteirinha digital, serviços do governo pelo gov.br, Imposto de Renda, carteira de identidade nacional, título eleitoral.
Vocês são engenheiros eletricistas. A tecnologia sempre fez parte da vida de vocês?
Maria Helena: A gente sempre gostou. O Tarcísio muito mais: ele gostava de olhar tudo o que era coisa de fotografia, de equipamento, fazia curso de fotografia. E eu aprendi o gosto pelo vídeo e pela fotografia com ele.
Tarcísio: A Maria Helena não deve ter se lembrado, mas ela também tinha um pezinho na tecnologia, porque fez curso de eletrônica por correspondência na adolescência.
Maria Helena: Fiz. Era pelos Correios, a gente pegava a apostila.
Tarcísio: A Maria Helena sempre foi de estudar muito. Estudar sempre foi prazeroso, e ter contato com a tecnologia sempre foi um bom desafio. A parte artística de criar conteúdo para vídeo eu creio que herdei do meu pai, que gostava muito de fotografia e era engenheiro também. Minha mãe era artista plástica e fazia muitas referências a pintores clássicos: quando a gente viajava, ela mostrava uma paisagem bonita e dizia que ali daria um quadro tão bonito. Então eu cresci com esse pendor pela parte visual, pelo desenho — ela desenhava muito bem — e também com o pendor de saber como as coisas funcionavam. Agora, a maioria das pessoas nem sempre tem essa disposição natural em relação à tecnologia. Muito ao contrário: acham que é uma coisa complicada, que é só para os gênios, só para as pessoas privilegiadas intelectualmente. Nada disso.
Pergunta da pesquisadora Carla Sígal: como vocês planejam as aulas dos cursos que dão para as pessoas 60+? Vocês se baseiam em alguma teoria, alguma metodologia, ou vão construindo o programa conforme a própria necessidade que também tiveram com as tecnologias?
Maria Helena: O nosso método foi criado a partir da experiência. Nós fazemos parte de uma associação de eletricitários aposentados, da empresa em que nos aposentamos. E aí, o que a gente fez? Começou pela aula presencial de celular.
Tarcísio: Nós adotamos um método de andragogia adequado para o público de 60 anos acima. Nos capacitamos para dialogar com pessoas da nossa faixa etária. Aprendemos sobre a didática mais adequada, porque, se a gente usasse a pedagogia, uma didática para crianças, a pessoa madura não iria aceitar. Ensinar para criança pode ser fácil quando se usam técnicas de repetição e imitação: você faz e a criança imita, ela assimila muito facilmente. Porém, se a gente usa essa técnica para uma pessoa acima de 60 anos, ela nem vai prestar atenção. Então nós estudamos sobre neurociência, a forma como o cérebro aprende, e aprendemos técnicas didáticas que partem da estrutura de construção do conhecimento. A gente parte do alicerce, que é aquilo que a pessoa já conhece no dia a dia, ergue as paredes dessa construção aportando novos conceitos, e o telhado é a prática. A gente entende que, antes de falar como fazer — toca aqui, toca ali na tela do celular —, tem de falar o porquê. A memória de longo prazo só é ativada quando a pessoa entende a utilidade dos conceitos. Isso tem dado muito bom resultado. Nas lives que a gente faz toda terça e quinta, muita gente diz: "Com vocês eu aprendi. Por que eu não aprendi isso antes?" Muitas vezes é porque a pessoa mais jovem tenta ensinar sem um método adequado e acaba perdendo a paciência: "Eu já falei mil vezes, é a quarta vez que eu ensino isso." E se esquece do caminho necessário de respeitar a sabedoria de quem tem mais idade, a experiência de vida que ela tem, e de usar isso a favor da aquisição de novos conhecimentos. Nós chamamos esse método de Neuro60, porque ele tem princípios da neurolinguística, que nos deram muita confiança para ir à frente e ensinar pessoas acima de 60 anos, rompendo aquela barreira de que a pessoa vai ter dificuldade de aprendizagem.
Maria Helena: Falta a parte prática. Por que as pessoas que têm mais de 60 anos não entendem quando um jovem, na maior boa vontade, até com paciência, vai explicar? Porque o jovem que nasceu na era digital vai explicar com os conceitos dessa era, que já estão bem concentrados no jeito dele fazer e no jeito dele falar. E, na hora de explicar para a pessoa que não nasceu na era digital, aqueles conceitos não são inerentes a ela. A gente entende muito isso porque nós também não nascemos na era digital e também tivemos dificuldade. Apesar do curso de engenharia e de todas essas coisas, não adiantou, porque a gente precisava pegar o celular e aprender a usar. E passamos perto muitas vezes, e até caímos em golpe. Eu tive esse tipo de experiência. Mas hoje, quando a pessoa pergunta alguma coisa, a gente está dentro da cabeça dela, entendendo aquela parte da pergunta que é referente à experiência de vida que ela tem, que é a experiência fora do mundo digital.
Tarcísio: Já uma criança tem uma experiência amorosa com o celular. O celular da criança é um amiguinho: desde cedo ela vê desenho animado nele. É muito comum você ver a criança num restaurante, os pais colocam o celular e ela fica entretida — e vá tirar o aparelho da mão dela. Celular, amigo. Agora, para uma pessoa de mais idade, o celular é essa coisa que ela é obrigada a usar, porque, senão, não consegue fazer a consulta no plano de saúde. Não vai pela relação amorosa, amistosa com o celular, e sim por uma mera necessidade.
Vocês têm uma lista de espera para o curso. É grande a procura? Quantas pessoas estão nessa lista?
Maria Helena: Essa lista hoje está com mais de 200 pessoas. E a gente não faz turmas todo mês, para dar bastante atenção a quem entra no nosso curso. Temos também um suporte por telefone e por WhatsApp para esclarecer dúvidas dos alunos. A gente quer dar o maior suporte para quem entra, porque entende que a nossa geração precisa muito aprender hoje. Se não, as situações em que ela pode se envolver por falta de conhecimento podem ser bem graves, até com danos psicológicos. Ainda mais com a inteligência artificial — que advento não é, porque ela já está aí há vários anos, mas hoje está presente com muito mais força em quase tudo que a pessoa vai visualizar. Então a gente tem essa responsabilidade de informar.
Tarcísio: E a gente faz a lista de espera também por uma questão de segurança. Nós divulgamos apenas dois números de contato, porque temos muitos seguidores: só no Instagram, mais de 750 mil. Um ano e meio atrás, estávamos com 3 mil seguidores. Nós vamos quase atingir a meta do Roberto Carlos, de ter um milhão de amigos. A gente divulga esses dois números na primeira página do nosso Instagram. No link da bio há uma frasezinha azul: a pessoa toca, registra o nome, o WhatsApp com o DDD e o e-mail, e nós entramos em contato somente por esses dois números, por segurança, para não aparecer golpista falando em nosso nome. E não é apenas um curso que a gente disponibiliza, em que a pessoa paga e depois vai estudando no tempo livre — ela tem um ano para completar as lições. Nesse intervalo de tempo, a gente disponibiliza um serviço que chamamos de madrinha de suporte: o aluno registrado liga no horário comercial e nós respondemos qualquer dúvida que ele tiver, sobre as lições ou sobre o dia a dia. Outro dia uma pessoa perguntou: "Aprendi a fazer uma chamada de aplicativo de transporte, mas no meio do caminho eu quero parar para pegar um sobrinho e continuar. Como é que eu faço?" É uma chamada com parada no meio do trajeto. Ela ligou para a madrinha de suporte e depois saiu toda sorridente, porque aprendeu mais essa função.
O que vocês têm percebido que é a maior demanda dos alunos?
Maria Helena: A maior demanda que eu vejo é entender tudo isso do dia a dia mesmo. A gente foca em ensinar aquilo que tem utilidade, porque a pessoa se interessa por aquilo que é útil para ela. Então a gente vê que, na hora em que falamos de inteligência artificial, fica um monte de gente querendo aprender inteligência artificial. E também na hora em que falamos de qualquer tema relativo a golpes, de como se prevenir. Porque o medo, Luís Felipe, é uma coisa muito presente nas pessoas que chegam até nós. É o medo de cair em um golpe. E o medo daquele constrangimento de os filhos falarem: "Eu não falei para você não pegar nesse telefone?" Aí a pessoa muitas vezes fica receosa de pegar o telefone, porque pensa: "Eu posso cair em um golpe aqui agora." Então a gente fala muito sobre isso.
Tarcísio: Eu queria dar um recado para quem está nos assistindo e tem medo. Medo de mexer e estragar — eles falam muito "mexer" no celular — e de cair em golpe. Enquanto você espera a coragem, alguém com medo já começou. Então, como a Maria Helena e eu fizemos, dê o primeiro passo. O primeiro passo de começar a aprender. O conhecimento é o antídoto do medo. É claro que você não vai fazer as coisas na base da tentativa e erro, se expondo a riscos desnecessários. Mas você também não pode ficar preso ao medo paralisante, dizendo: "Agora eu não faço nada no celular." Não é desse jeito.
No Rio Grande do Sul, a prevalência de golpes digitais é muito grande, e o discurso costuma ser "não faça isso, não faça aquilo". No fim, as pessoas idosas concluem que não vão fazer nada e vão depender dos filhos e dos netos para tudo. O que vocês ensinam é o contrário: é ter autonomia.
Maria Helena: A gente gosta muito dessa palavra, autonomia, porque nem sempre os filhos e os netos estão disponíveis, principalmente na hora do aperto. Conforme a gente vai ficando cada vez mais maduro, a idade vai avançando, e numa emergência pessoal de alguém da família não saber usar o celular significa que você pode deixar de dar um socorro rápido a alguém — e isso pode ser motivo de preservação da vida ou não daquela pessoa. Então a gente se preocupa muito com isso. Ensinamos muito sobre a chamada de emergência, sobre cadastrar o contato de emergência no celular, porque a gente não sabe o dia de amanhã. Por isso é que a gente precisa estar capacitado a entender esses funcionamentos básicos do celular e também os conceitos para evitar cair em golpe. Porque a principal dor das pessoas, o medo maior, é de realmente estar sendo vítima de golpes. A gente vê os danos patrimoniais, que muitas vezes são severos, e, além dos patrimoniais, os emocionais, porque são marcas que ficam — o medo de, se fizer a mesma coisa, cair de novo.
Tarcísio: Eu tenho um exemplo ao contrário, o exemplo da coisa boa. Nós temos uma aluna lá do Nordeste, a Maria Lúcia. Ela aprendeu 1% de alguma coisa, depois mais 1%, e, depois de 30 dias, tinha aprendido 30% daquilo que achava que seria importante para ela. Aí nós perguntamos como estava sendo a experiência dela com o celular. Ela falou assim, e o olho dela até brilhava: "Abriu-se a cortina e o sol entrou na minha vida."
Maria Helena: E uma frase importante que ela falou nesse dia, quando a gente estava na live, é que agora o medo se esconde dela, porque ela tem conhecimento. É uma pessoa na faixa dos 80 anos, e ela tomou uma posição: "Minha posição é de não dependência, é autonomia mesmo." A gente tem aulas semanais ao vivo com os alunos, o Tarcísio e eu respondendo perguntas, discutindo temas específicos. E vários alunos falam de autonomia, de independência. A nossa faixa etária gosta de viajar para o exterior e para lugares do Brasil mesmo, e aí é importante saber usar o celular para chegar aos lugares, saber onde se está, apontar o celular para alguma coisa e o Google Lens mostrar a história daquele lugar. É uma coisa prazerosa de aprender.
Tarcísio: A Maria Helena falou de viagem e eu lembrei da Carmita, uma aluna nossa que aprendeu a fazer compras online — compra de passagem aérea, essa aula. E um dia deu um estalo, e ela falou: "Por que a gente não compra uma passagem para assistir ao show Senhor Tango, lá em Buenos Aires?" E não é que a moda pegou? Uma outra aluna falou que era boa ideia, como se fosse uma aula prática, vamos lá. Acabou que nós juntamos 11 pessoas e fomos para Buenos Aires. Lá nós fizemos uma programação em que de vez em quando a gente dava uma paradinha e explorava uma funcionalidade do celular no contexto da viagem: fazer a foto panorâmica de um lugar bonito, combinar um local de encontro usando o Google Maps, que funciona lá e funciona aqui, usar a calculadora com aquela funcionalidade de conversão de moedas, de real para peso argentino e para dólar, na hora de comparar se era vantagem nas lojas. Foi uma experiência que demonstrou que a pessoa teve a coragem de começar, se desafiou, adquiriu o conhecimento e aí foi perdendo o medo ruim. O medo bom, deixa ele quietinho lá, porque ele vai te prevenir, vai te dar cautela. Você não vai receber uma mensagem falando que é urgente e tocar naquele link, porque o golpista usa sempre a urgência como fator de influência. Esse é o medo bom: você para, pensa um pouquinho, depois age. Agora, o medo ruim, esse medo paralisante, vamos sair dele usando o conhecimento a nosso favor.
O Radar de Inovação fala para um público que investe em produtos digitais, que cria startups. E vocês estão justamente incluindo um público que costuma ficar alheio a essas novidades. O que vocês diriam para quem está investindo numa solução nova no ambiente digital?
Maria Helena: Eu vejo que uma das coisas que mais dificultam a pessoa com mais de 60 anos é a forma como os aplicativos apresentam o jeito de entrar, de achar o menu. Quando a gente fala sobre a pessoa acessar os bancos online, tem tantas variações que isso deveria ter um padrão no Brasil: o padrão de a pessoa chegar e reconhecer o aplicativo, sobretudo de banco, que é onde está o problema maior. Cada hora se muda esse aplicativo. Então teria de haver um layout padrão para as pessoas que têm mais de 60 anos e vão acessar. E a gente vê que as empresas de tecnologia têm feito aplicativos olhando o lado do desenvolvimento, mas não olhando a usabilidade daquele aplicativo por uma pessoa com mais de 60 anos. Muitas dúvidas acontecem exatamente porque falta esse padrão de ouvir o usuário, sobretudo o usuário acima de 60 anos.
Tarcísio: Eu penso que a tendência de quem é desenvolvedor é usar a lógica do desenvolvedor: funções e o resultado de cada função. Função abrir o arquivo, função digitalizar. Só que o usuário acima de 60 anos vai sob a ótica de um problema do mundo real que ele está encontrando ali: "Eu agora quero fazer um empréstimo consignado e quero saber se eu posso ou não posso." Ele não quer saber o nome daquela função, daquela aba. Ele quer uma forma de busca rápida. Outro dia eu estava vendo um site de banco e queria fazer esse teste: vou querer fazer um empréstimo consignado, que muita gente faz. Como é que eu chego lá? Não tinha um campo de busca. Não tendo campo de busca, você fica rolando tela, olhando menu. E a pessoa que já conhece a interface diz: "É muito intuitivo, está tudo aí." Só que é intuitivo depois que você entrou e fez a primeira vez. Outro dia a Maria Helena e eu fizemos um vídeo porque um amigo nosso ficou injuriado ao tentar conectar o fone Bluetooth para ouvir o programa a bordo, no monitorzinho do avião. Tinha lá o passo a passo, com três frases, três conceitos em inglês, muito concisos: é só parear o seu dispositivo Bluetooth. Aí a pessoa já desistiu. Ela não sabe o que é parear, não sabe o que é Bluetooth. Então é intuitivo, sim, mas só depois que você fez a primeira vez.
Ou seja, o recado para quem está desenvolvendo é criar aplicativos para as pessoas.
Tarcísio: Eu já fui analista de sistemas, então sei que é muito comum nós, programadores e desenvolvedores, escrevermos com um jargão nosso, e não sob a ótica de quem vai utilizar o sistema, com um vocabulário mais adequado ao evento que vai acontecer no uso da ferramenta — e não voltado para a ferramenta em si, para os comandos.
Que mensagem vocês deixam para quem está pensando em começar?
Tarcísio: Eu tenho uma frasezinha para falar. Para você que está andando na estrada da vida: o tempo amadurece só os interessados. O restante apenas envelhece. Então não fique velho — velho no sentido de ultrapassado. Dê um passo no sentido de querer aprender, e aí sim você vai acompanhar a tecnologia, utilizando o celular, utilizando a tecnologia como um assistente pessoal. É isso que a gente chama de estilo de vida 60Demais.
Maria Helena: Estilo de vida 60Demais. A gente pregue esse tipo de estilo de vida e viva esse estilo de vida também.



















