
Num Gre-Nal em que, mais uma vez, a torcida foi mais digna do que o futebol que vêm apresentando os dois times, houve um progresso imenso de nível técnico em relação ao que se viu no confronto de meses atrás pelo Brasileirão.
Os mais de 43 mil torcedores que estiveram no Beira-Rio viram um jogo milhões de vezes melhor do que aquilo que foi apresentado no dia 11 de abril.
De certa forma, isto foi uma notícia alentadora para quem sonha com fuga do rebaixamento. E mostra que não está nos treinadores a razão do péssimo 2026 de ambos os times.
Paulo Pezzolano e Luís Castro saíram inocentados do confronto, pelo menos para se projetar uma demissão ao que for eliminado na semana que vem. Ambos propuseram novidades e surpresas nas escalações, também fizeram suas necessárias mexidas durante a partida e nada disto comprometeu as atuações de Inter e Grêmio, respectivamente.
Não há motivos para críticas ou qualquer tipo dos nefastos exageros tão comuns que buscam cliques. Salvo algo atípico e pouco provável — uma goleada ou um popular "chocolate" — na semana que vem, é uma obrigação das diretorias manterem seus comandantes e deixar que o desempenho no Brasileiro seja definidor do futuro de ambos.
O 0 a 0 era extremamente previsível, mas não aconteceu por incompetência ou por bizarrices técnico, táticas ou anímicas. Foi com movimentação, chances de gol e intensidade o tempo inteiro, algo até surpreendente na atual Dupla Gre-Nal. Ninguém teve péssima atuação, mesmo que não tenha havido algo luxuoso.
Foi um jogo justo, mesmo com um predomínio colorado, especialmente na segunda etapa. Foi um bom jogo dentro do que se pode exigir no atual momento lamentável de Inter e Grêmio. Até mereceria gols.
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