
Podem dizer que é oportunismo, mas havia alertas. Convocar Neymar estava certo pela importância dele dentro do grupo da Seleção. E ficamos por aí. Para entrar em campo? Só os iludidos e que acreditam em Papai Noel, Coelho da Páscoa ou Fada Madrinha.
Carlo Ancelotti caiu neste delírio. Incrível, o multicampeão se deixou levar e acreditou numa utopia. Neymar não joga uma partida de futebol de nível de Seleção desde a Copa de 2022. Sua entrada contra a Noruega foi o marco que determinou a eliminação brasileira da Copa do Mundo. Está muito claro. E o técnico avalizou isso.
Tudo ia razoavelmente bem. O primeiro tempo foi brasileiro. Fórmula certa, ritmo estratégico. Gols perdidos, inclusive um pênalti desperdiçado. Nem isso tirava o merecimento do Brasil. O segundo tempo reabre numa mesma balada. Endrick é colocado no time e em 40 segundos mostrou que, pelo meio, faria a diferença. Aí começou a pajelança de quem não é Paje. Ancelotti busca Neymar, manda Endrick para a ponta, destrói o ataque e ainda diminui fatalmente o meio-campo com a saída de Bruno Guimarães.
Nada deu certo nas opções do Carletto. Ele não deixa de ser um grande treinador, vai ter o tempo ideal para construir um time campeão. Só precisa cuidar com escolhas por má influências. Senão, os adversários confiarão a remar e nossa seleção naufragará mais uma vez.
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