
Em meio à Copa do Mundo, as luzes se acenderam inesperadamente para os lados do Grêmio, mas clarearam algo que era esperado. O volante Arthur não ficará no clube em função da falta de dinheiro para pagar o salário pretendido pelo atleta num novo contrato e pela falta de condições gremistas para pagar uma quantia ainda não estipulada pela Juventus. Tudo isto reunido é simplesmente péssimo para o Tricolor.
A notícia da saída de Arthur envolve não só uma perda técnica altamente relevante no time de Luís Castro, mas revela a impotência do Grêmio na hora de fazer um grande negócio.
Está deixando a Arena o jogador que deu solução para um meio-campo altamente problemático na temporada passada e que, a partir de sua chegada, mudou o curso de uma campanha que estava fadada provavelmente ao rebaixamento no ano passado. A estabilização deste setor, aliada à efetividade do ataque que ganhou Carlos Vinícius, salvaram o então time de Mano Menezes.
Dizer que a atual diretoria comete um grave erro em não fazer de tudo para manter Arthur, porém, é uma demasia. É algo inevitável para quem tem cofres raspadíssimos e não pode conviver com um salário gigantesco e que busca ainda um aumento.
O atual tamanho do clube não comporta mais tais despesas. Feita esta ressalva, a questão técnica; no entanto, deve deixar dirigentes e torcedores com as mãos na cabeça. Não há nada parecido com a qualidade do volante que sai para o meio-campo gremista. A retenção de bola qualificada, ainda que com pouca chegada à frente, a visão de jogo, os passes certeiros; tudo isto é fundamental num setor incompleto há tempos pela falta de um articulador.
Arthur hoje é insubstituível, ainda que jogue menos do que aquele jovem surgido entre 2016 e 2018 e que foi o melhor jogador em campo no jogo que garantiu o tri da América em Lanús em 2017. Nardoni não tem a mesma característica e muito menos eficiência igual.
As outras soluções do elenco se mostram pífias. Só uma milagrosa retomada de Villasanti pode dar à equipe uma certa estabilidade. No mais, é o preço da falta de dinheiro ameaçando ainda mais uma qualidade técnica que neste momento coloca o time tricolor lindeiro do Z-4.






