
A desistência veio em boa hora. Se não houvesse a liberação dos treinos coletivos em Porto Alegre, anunciada pelo governador Eduardo Leite na quinta-feira (9) e confirmada pelo prefeito Nélson Marchezan Júnior no decreto desse sábado (11), o Grêmio embarcaria nesta segunda-feira (13) para Criciúma para fazer suas atividades em conjunto numa cidade com aprovação para tais trabalhos. Se isto acontecesse, vistos os fatos do fim-de-semana, provavelmente o Tricolor treinaria muito pouco ou até nada e teria de voltar para Porto Alegre. O Campeonato Catarinense parou em função do coronavírus, e novas resoluções podem ser anunciadas nos próximos dias.
O Criciúma, clube que cederia o CT para o Grêmio, teve dois casos de coronavírus constatados e divulgados neste sábado (11). Mesmo que o número seja bem menor do que os 14 positivados na Chapecoense, pode ser somado a outros casos, no Figueirense e no Joinville, nos últimos dias.
O futebol catarinense soma muitas pessoas contaminadas e passa a multiplicar a quantidade de indivíduos próximos a serem examinados ou isolados. O ambiente não é mais recomendável para uma estadia de treinos.
A desistência gremista, caso não tivesse ocorrido na semana passada, se daria por iniciativa própria ao saber da mudança da realidade catarinense – mas poderia também ser determinada por ordem das autoridades estaduais ou municipais em Criciúma. Tudo isso foi evitado.
Na segunda-feira (13), o CT Luiz Carvalho terá treinamento coletivo com a volta de Renato para comandá-lo. Depois de o Grêmio ter escapado de ir para um local que hoje se mostra inseguro, tomara que a volta do Gauchão não esteja, para todos os clubes, significando o mesmo risco e destino que tiveram os catarinenses.





