
O Inter colocou todas as fichas em Arce, do Rivadavia. A negociação avançou, mas havia uma condição conhecida: o atacante só seria liberado depois da participação do clube argentino na Libertadores.
Agora, com o empate no primeiro jogo e o Fluminense demitindo Zubeldía antes do confronto de terça-feira, o cenário pode ficar ainda mais complicado. Se o Rivadavia avançar, por que liberaria seu centroavante?
É justamente aí que aparece a grande pergunta para o Inter: quem vem se Arce não vier? Se existe convicção de que o elenco precisa de um camisa 9, não faz sentido concentrar todas as energias em uma única negociação. O problema não é perder Arce. O problema é correr o risco de perder Arce e não ter uma alternativa encaminhada.
Fabinho precisa se mexer. O Inter precisa contratar um centroavante. E não estou falando necessariamente de um jogador que vai chegar para resolver todos os problemas, fazer o gol do título da Copa do Brasil ou carregar o time ao campeonato brasileiro. O mercado oferece opções todos os dias. O Inter recebe nomes. Algum deles precisa servir para aumentar a qualidade e, principalmente, oferecer uma alternativa que hoje o time não tem.
Não dá para transformar Arce em uma obsessão. Se o Rivadavia não liberar, o Inter precisa ter outro nome na mesa. Contratação exige convicção, mas também exige plano B. E, neste momento, o que mais preocupa não é Arce não vir. É o Inter ter colocado todas as fichas nele e ficar sem o camisa 9 que decidiu que precisava contratar.
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