
A empolgação durou pouco. Depois de duas vitórias contra Santos e Chapecoense, o Inter encarou um adversário um pouco mais qualificado, o São Paulo, e não jogou bem. Essa é a verdade.
O primeiro tempo até mostrou alguma organização. O time se protegeu, correu, competiu, mas escolheu o momento errado para falhar. Se em outros jogos o gol sofrido vinha cedo, desta vez ele apareceu no segundo tempo, no momento em que o jogo pedia mais controle.
E aí aparece o problema central. O Inter esbarra na própria realidade. Um elenco limitado, com poucas alternativas. Quando o treinador, que precisa fazer a diferença na estratégia, vai mal, não tem rede de proteção.
Paulo Pezzolano foi mal. Demorou para mexer no time. Faltou ambição para buscar o resultado ainda no 1 a 0. Levou tempo demais para colocar Carbonero e assim tentar preocupar o adversário.
E quando a margem é pequena, qualquer erro pesa. O lance do gol escancara isso. Cruzamento na área, bola viva, decisão que precisa ser tomada. O goleiro tem que sair, tem que resolver. Mas ali está o reserva, o Anthoni. E essa também é a realidade do Inter hoje, um resultado ruim para quem briga para não cair.
Não é só sobre um empate. É sobre entender até onde esse time pode ir.





