
A ideia de Paulo César Tinga nasce de um incômodo simples. Torcedores perguntam :“Onde estão os empresários colorados?”. Isso ficou na cabeça do ex-jogador e virou movimento. Não é projeto. É algo mais genuíno, que vem do sentimento.
A proposta não é colocar dinheiro em jogador, é deixar legado. Construir algo que fique e o ponto de partida é o CT Parque Gigante.
Hoje, a realidade é dura. O CT do Inter é um dos piores da Série A. Quem vive o clube sabe, quem passa por lá percebe. A estrutura não acompanha o tamanho do Inter e isso cobra preço.
A partir disso, Tinga começa a se mexer, procura pessoas e conecta empresários. Gente que quer ajudar. Nomes como Gustavo Goulart e Rogério Ribeiro aparecem nesse processo. Eles visitaram Abel Braga e Fabinho Soldado. O movimento conta com o apoio de outros empresários. São colorados dispostos a ajudar.
O objetivo é transformar o CT, melhorar academia, criar um setor de fisioterapia de referência. Dar estrutura para o jogador viver o dia inteiro ali. Treinar, descansar, voltar a treinar. Algo básico em clubes grandes, mas que hoje o Inter não tem. E tem que ser ali, ao lado do Beira-Rio.
O caminho escolhido também diz muito. Tinga não vai à direção, não procura presidente ou ex-presidente, não entra em política. Vai direto a quem vive o futebol, sem interesse pessoal, sem cargo, sem disputa. Já que estamos em ano eleitoral, Tinga não quer que isso vire palanque. Quer que seja do Inter e só do Inter.
Entretanto, é preciso deixar claro que não há promessa, não há prazo e não há garantia. Existe interesse, pessoas querendo ajudar uma ideia em movimento e isso, na minha opinião, é o mais importante.
O Inter, lá atrás, foi construído assim. Tijolo por tijolo e com gente que quis ajudar. Se essa corrente crescer, não é só o CT que muda. É o futuro do clube.
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