
O cenário favorecia. O Grêmio vinha de viagem, teve titulares em campo no Uruguai, mesmo sem usar todos no meio da semana. E o Inter? Não teve força física para ganhar o duelo, para ganhar divididas, para impor o um contra um. Isso chama atenção.
E aí os problemas ficam evidentes. Vitinho, de novo, constrangedor. Não ganha uma jogada ofensiva sequer. Alan Patrick também esteve muito mal. Borré teve a bola do jogo e perdeu. Não é mérito do goleiro, é erro de quem precisa decidir e não decide.
E não para por aí. Bruno Henrique é titular em 2026. Isso escancara o nível do elenco, já que não era nem para ele estar no clube. Hoje, faltou físico para ele também.
O mais preocupante é o padrão. Contra o São Paulo foi assim, fez o gol e recuou. Contra a Chapecoense, ganhou sem jogar bem. E agora, no clássico, não conseguiu ameaçar um Grêmio que não ganha fora de casa. Isso é muito pouco.
Há evolução
Mas existe o outro lado. E ele também precisa entrar na análise. O campeonato do Inter hoje é claro, o dos 46 pontos. Dentro desse recorte, há evolução. O time que era lanterna agora soma. Nos últimos cinco jogos, são três vitórias e dois empates.
Então a leitura precisa ser completa: a atuação foi ruim e preocupante, mas o recorte ainda mantém o Inter vivo no campeonato contra o rebaixamento. Tô satisfeito? Não! Mas se a vitória vier contra o Mirassol ficamos longe do Z-4.



